Política

Mário Kertész diz que não teme ser processado pelos deputados estaduais

"Não vou recuar um milímetro. A luta não é contra nenhum deputado", diz pedindo a lista com os gastos da Alba   |  Roberto Viana

Publicado em 27/03/2014, às 05h54   Roberto Viana   Cíntia Kelly (Twitter: cintiakelly_)

“Posso ter cometido excessos verbais, mas não tenho medo de quantos deputados ele conseguir arregimentar para ir a Justiça”, afirmou o radialista Mário Kertész em resposta a ameaça de processo por parte de 62 deputados estaduais que se sentiram ofendidos pelo comunicador.
 
O radialista vem cobrando do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT) a divulgação da lista com nomes de servidores terceirizados, concursados e todos os gastos. Mesmo tendo afirmado durante entrevista na rádio há alguns dias que a divulgaria, Nilo, até o momento, não o fez. O radialista então encampou uma campanha ‘eu quero ver a lista’ na rádio e nas redes sociais.

 

Em conversa com o Bocão News, Nilo afirmou que em reunião no final da noite de ontem 62 deputados decidiram processar Kertész. A exceção é Capitão Tadeu (PSB), que, além de ser inimigo de Nilo, apresentou a lista com todos os servidores lotados em seu gabinete.
 
Mário Kertész criticou a posição dos deputados em buscar a Justiça. “Justiça não existe para isso. Vão sobrecarregar a Justiça com besteira. Não vou recuar um milímetro. A luta não é contra nenhum deputado. Não tenho interesse de ferir deputado. Se cometi excesso, pelo desculpa. Agora, o foco é a lista”, afirmou em pronunciamento na rádio Metrópole.
 
O radialista disse que pediu a lista com base na Lei da Informação, que preza a transparência no setor público. A Assembleia tem orçamento anual de R$ 440 milhões. Só em bolsa de estudo sem comprovação de carência, a Casa gastou R$500 mil em 2013. Ainda segundo Mário Kertész, o deputado Bruno Reis (PMDB) chegou a falar que a lista jamais será divulgada.

“O deputado Bruno Reis disse a José Eduardo, sem pedir reservas, que a lista não vai sair porque tem nome de prefeitos, ex-prefeitos, parente de deputado nomeado em outro gabinete [nepotismo cruzado]. (...) Marcelo Nilo foi eleito presidente  da Assembleia quatro vezes montado nesse esquema fantástico e fabuloso. Vamos continuar perguntando: cadê a lista?”.


Publicada no dia 26 de março de 2014, às 12h46

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