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A operação Tartaruga governista sobre 2020

[A operação Tartaruga governista sobre 2020]
26 de Agosto de 2019 às 10:30 Por: Victor Pinto* 0comentários

A mola propulsora de 2022 tem fundamentação no processo eleitoral que está em andamento para 2020. A velha máxima que um pleito puxa o outro é certa, resguardadas as suas devidas proporções.

A reclamação da base do governador Rui Costa (PT) de falta de estabelecimento antecipado de diálogo com foco na organização de partidos e chapas está cada vez mais recorrente no âmbito das conversas com aliados.

Salvador é uma prova. Rui Costa não quer escolher nome, mas projetos. Já deixou isso claro em diversas entrevistas concedidas à imprensa. Não menciona sequer um nome de preferência, no entanto tem a rivalidade com ACM Neto (DEM) como uma carta na manga no jogo da comparação de obras e serviços.

Rui parece ter o discurso de gente que não tem nome forte pra apresentar. Tudo leva a crer que repetirá a tática de 2016 da pulverização de nomes para arrastar a eleição para o segundo turno e acirrar na bipolaridade.

Do outro lado há uma corrida galopante em becos e vielas soteropolitanos para popularização do nome de Bruno Reis (DEM), vice-prefeito e secretário de Infraestrutura.

Cidades estratégicas como Camaçari, Vitória da Conquista e Feira de Santana, atuais redutos do “acenetismo” perpassam no mesmo marasmo. Centrar fogo para articular uma corrida contra o tempo não está em questão. Do outro lá já há definições pontuais e um trabalho ostensivo. Exemplo: quando o deputado federal Zé Neto (PT) colocou a cabeça de fora e lançou sua pré-candidatura, Rui puxou o freio de mão.

Certo que essas quatro cidades são emblemáticas, principalmente por serem ricas e maiores. No jogo da dividida com as demais cidades polos das regiões, a base governista tem levado vantagem. Tem a força da máquina e carrega um governador bem avaliado, mas esses aspectos, por si só, não são suficientes.

Deputados não compreendem quais são as estratégias, não têm claro por parte do governo principalmente nos seus redutos eleitorais. O conselho político do governo, que poderia arbitrar sobre o caso, não se reúne, principalmente por falta de vontade do chefe do Palácio de Ondina. Se é operação Tartaruga o objetivo da movimentação, Rui tem cumprido com maestria.

 

* Victor Pinto é jornalista formado pela Ufba, especialista em gestão de empresas em radiodifusão e estudante de Direito da Ucsal. Atua na cobertura política em sites e rádios de Salvador. Twitter: @victordojornal

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