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A vida por um fio

[A vida por um fio]
25 de Novembro de 2019 às 09:00 Por: José Medrado* 0comentários

A morte de Gugu Liberado pôs o País perplexo, afinal de contas ele morreu por uma, digamos, estupidez da vida: um acidente doméstico. Não resta dúvida de que a repercussão nasceu do grande ídolo que ele era para milhões, tornando-se natural esta exposição detalhada de tudo que ele fez, foi e representou. Em uma hora como esta, natural, por outro lado, pensarmos na vida em si, e de como ela é fugaz, um sopro, um fio...e também levar para outros focos perceptivos o que significa a vida para cada um de nós. Afinal de contas, repito: ela sempre estará por um fio.

E aí nos questionamos pelo que vemos nos noticiários sobre condutas, vidas, perguntam-nos: será que vale a pena, por exemplo,  ter uma vida, formando  quadrilhas para roubar, receber propina e guardá-la em casas, apartamentos até o dia que a Polícia Federal arromba e vê tudo em malas, caixas, gavetas? Para muitos deve valer, porque estamos vendo, no linguajar policial, casas caírem, mas, mesmo assim,  continuamos assistindo a espetáculos de prisões e equivalentes quase todo mês.

Alguns de vocês poderão estar agora, também, lembrando dos traficantes de tudo: drogas, armas, seres humanos...os falsários, um emaranhado de crimes enroscados por todos os lados e alcançando a tantos, que até nos perdemos nos  noticiários. Vejo de forma profundamente indignado, no entanto, quando estes crimes são perpetrados por agentes públicos, por quem deveria coibi-los, evitá-los, sentenciá-los. O crime de corrupção, entendo, não tem menor poder ofensivo, como muitos dizem. Não. Esses são usurpadores de sonhos do bom funcionamento de escolas,  de postos de saúde, de infraestrutura..., mas um dia, creiamos nisto, chegará o mesmo peso que vemos atualmente sobre os ladrões de galinha, aos que ficam em adornados escritórios, ricos gabinetes. Chegará sim...já melhorou, mas como sociedade organizada precisamos estar atentos, cobrar dos aplicadores do Direito postura isenta. O poder intimida, gera medos, mas os sonhos precisam fomentar ações, defender o certo, posto que a nós a formação do País que queremos deixar para filhos, netos...

Vivamos como diziam os nossos pais: Não façam nada de errado para andarem sempre de cabeça erguida.

 

* José Medrado é líder espírita, fundador da Cidade da Luz, palestrante espírita e mestre em Família pela UCSal. Também é apresentador de rádio.

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