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É de dar nó

[É de dar nó]
07 de Setembro de 2020 às 06:00 Por: José Medrado

A juíza Cristina Serra Feijó, da 33ª. Vara Cível do Rio de Janeiro, a pedido do advogado do senador Flavio Bolsonaro (Republicanos), proibiu a TV Globo de divulgar qualquer documento da investigações sobre o esquema de “rachadinha” na Asembleia Legislativa do Rio de Janeiro, quando ele era deputado estadual, a alegação era de que estava divulgando conteúdo em segredo de justiça.

Em redes sociais o senador comemorou a vitória da liminar e afirmou que “não tem nada a esconder” e  disse que parte da imprensa "inventa narrativas" para desgastar a sua imagem e a do seu pai. É aí que a minha compreensão tem um engasgo, digamos, cognitivo. Se se nada tem a esconder porque não escancara logo tudo que está nos autos, para dar uma “lição” a quem pretende estas narrativas cheias de maldade (estou sendo irônico), mentirosas.

O fato é que, nesses dias que correm, juízes agoniados dão liminares contra ação da imprensa e em instância superior elas caem. Os defensores de segredo, certamente, afiançam que o segredo precisa ser guarnecido, vamos lá é uma defesa, uma posição, mas se tudo é lícito, sem problema...repito: não é melhor esclarecer logo, deixar os seus eleitores (dele Flavio) com um feixe de argumento contra os “maldosos”? Não entendo a lógica dele?!

​Só fica ecoando na minha cabeça, o tal ditado que acho que :nós brasileiros já nascemos ouvindo: Quem não deve, não teme.

Lá atrás a pedido da defesa do senador, Frederick Wassef, (sim, este lá da casa) já havia conseguido do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, suspenção temporariamente (parou todas as investigações financeiras no Brasil por meses) qualquer investigação baseada em dados sigilosos compartilhados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e pela Receita Federal sem autorização prévia da Justiça. Mas em novembro o mesmo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, votou para derrubar a sua própria liminar. Dá um nó na cabeça.

Em fim, se eu fosse eleitor de Flavio Bolsonaro o (01 dos filhos, eu acho que é assim que o pai o chama) queria era mais que tudo ficasse explícito, e não buscava argumentos finos para dar uma de João-sem-braço, este ditado é também das antigas.

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