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Artigo

Polarização da mente

[Polarização da mente]
09 de Novembro de 2020 às 09:41 Por: Divulgação Por: José Medrado

É interessante que estamos vivenciando, por todos os lados, muitos afirmando que a sociedade está polarizada, que as pessoas estão polarizadas, sem, digamos, precisar o que de fato seja esta polarização. Fica algo subjetivo no ar.  O estudioso em terapia existencial-humanística e da terapia existencial-integrativa, Kirk Schneider, afirma, trazendo para o objetivo a consideração, que: “A mente polarizada é a fixação em um ponto de vista e a exclusão total de pontos de vista concorrentes e, - continua - na minha opinião, essa é a ‘praga’ psicossocial da humanidade.”.  Schneider prossegue, defendendo que há uma conexão da mente polarizada à teoria do gerenciamento do terror, posto que a fixação em um ponto de vista é o resultado de um medo, em especial da morte, mas de outros tantos nascidos do processo de cada um e que este medo não trabalhado fará com que os seus portadores façam de tudo para evitá-lo, inclusive, com retóricas odiosas.

Vemos, então, a situação política do Brasil nos últimos anos,  resultada da polarização na sociedade e em uma crise de representatividade generalizada. Os sentimentos espalhados de pontos de vista, de achismos, transformando pessoas em especialistas no que acham e opinam, criando um comportamento coletivo, muitas vezes movido exclusivamente por suas paixões. É o que afirma o prof. Antonio Euzébios Filho, do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho do Instituto de Psicologia da USP.

Ele ainda defende que as redes sociais, e seu caráter impessoa,l reforçam essa tendência ao tratar de temas complexos, como é a política, de forma rasa ou mesmo através de notícias falsas. Opiniões desenvolvidas a partir de conteúdos desse tipo tendem a fomentar um comportamento irracional dos grupos, marcado pelo ódio e pela tentativa de anulação do outro. Dessa forma, vamos vendo um tal de você está errado, eu em seu lugar...e coisas que tais, como se houvesse um pedido de contraponto ao outro do que o escritor, pensador ou frequentador das redes sociais fizesse. Nesse sentido, achei muito interessante um pensamento que li em algum lugar, que propunha: “se no lugar do outro você faria melhor, então faça o melhor no seu lugar e deixe que os outros façam o melhor deles”. Pode ser até para mim. O que não falta são os tais fiscais, engenheiros das obras prontas. 

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