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As discussões nas redes

[As discussões nas redes]
04 de Janeiro de 2021 às 09:46 Por: José Medrado

Guardo a certeza por estudos teóricos e experiências que acumulo na lida, no entendimento dos seres humanos que discussões, pontos de vista em mesa redonda, inclusive as virtuais não são modificador de entendimento de pessoa alguma. Isso porque o ser humano quer dominar, que prepondere a sua narrativa, a sua forma de entender o mundo, os seus eventos e pessoas.  O processo revisitamento de conceitos e ou posições geralmente acontecem com o indivíduo em expectação, em atenção a análise e e avaliações oferecidas por outrens. É fácil perceber tais considerações, bastante ler postagens de sites de notícias sobre quaisquer questões, em particular sobre comportamento de pessoas públicas em qualquer segmento. Geralmente, os comentários será contra e a favor, claro, mas com ênfase na desqualificação dos divergentes, em qualquer posição.  Elas querem defender as suas ilusões, as suas “verdades”, ou que pensam que são, nunca se apoiando em lógica e razão, mas sempre no achismo. 

É com esse entendimento que já há décadas a ciência da Psicologia prova que a ideia de que os casais se buscam em complementação do que falta em um e o outro tem,  não passa de um romântico mito (no sentido real da palavra). A maioria dos teóricos e psicólogos do comportamento afirmam, na verdade, o contrário: pessoas opostas raramente se atraem. Eles constataram o óbvio, criamos empatia com pessoas que têm atitudes semelhantes às nossas; e repulsa com aquelas que não têm. Desde os anos 1950, cientistas sociais já conduziram mais de 240 estudos para determinar se similaridade em termos de atitudes, traços de personalidade, interesses externos, valores e outras características leva à atração. Em 2013, os psicólogos Matthew Montoya e Robert Horton examinaram os resultados combinados desses estudos no que é chamado de meta-análise. Eles encontraram uma associação irrefutável entre ser similar e estar interessado em outra pessoa. 

A chamada  heterogamia só atua em momentânea admiração pelo que o(a) outra tem e que o observador(a) não, mas o que vai prevalecer na estabilidade será sim a homogamia. No fim, a atração das pessoas pelas diferenças é vastamente superada por nossa atração pelas similaridades. As pessoas persistem em pensar que opostos se atraem –  quando, na verdade, parceiros relativamente similares apenas se tornam mais complementares com o passar do tempo.

Dessa forma, é uma perda de tempo você rebater posições em redes sociais, salvo se o fizer por pirraça ou necessidade de extravasar os absurdo que você lê, em especial sobre pessoas e o desrespeito ao momento pandêmico que vivemos. Todavia, você poderá fazê-lo sem citar nomes, e quem se ofender estará evidenciando que sabe de quem ou dos quem você fala. Aí nada mais precisará ser dito, a carapuça coube. 
 

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