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Por uma medicina mais humanizada

[Por uma medicina mais humanizada]
07 de Fevereiro de 2021 às 10:10 Por: Arquivo Pessoal Por: Elane Varjão

Pesquisa do IBGE, realizada em convênio com o Ministério do Turismo, revela que quem mora na Bahia tem como prioridade visitar os amigos e, em segundo lugar, em vez de diversão, viajar para fazer tratamento de saúde. Das 1,629 milhão de viagens feitas no estado em 2019, 412 mil tiveram como prioridade buscar atendimento médico em outra cidade que não aquela de residência, o que corresponde a 29,1% do total. 

Este dado ainda demonstra que a Bahia ainda precisa evoluir no quesito assistência à saúde. E sabemos que não é só por aqui. De pequenos municípios remotos que mandam seus pacientes para as capitais até mesmo as metrópoles que não possuem a estrutura ideal para determinados casos, sendo necessário o esforço de buscar assistência em outros estados, ou, em casos mais críticos, em outros países.

Isso não significa que nos faltam profissionais ou infraestrutura. Há instituição de referência na Bahia, assim como médicos de diversas especialidades com respaldo em suas respectivas áreas. Mas precisamos nos perguntar onde é preciso avançar no quesito de assistência à saúde. É preciso fazer essa valiosa aliança entre técnica e humanidade. Avançar nos investimentos em infraestrutura e em pessoas. 

A medicina é uma área muito sensível. As pessoas que procuram serviços de saúde estão debilitadas em algum grau. É necessário que a jornada possa ser acompanhada tendo a clara compreensão de que por trás de cada vida há uma história. Nosso corpo humano é uma máquina perfeita, que funciona dentro de uma incrível sincronia para nos manter vivos. Mas o que nos diferencia das máquinas propriamente ditas é nossa capacidade de sentir e pensar. A formação humana não está nas faculdades, e sim no convívio do dia a dia. 

A revolução da informação exige um novo posicionamento médico. A medicina está em transformação, o paciente deixou de acreditar sem questionar os argumentos médicos, e hoje, participa ativamente de todo processo. Desde o diagnóstico até a solução do problema. O médico com a visão holística, sabe lidar com esse paciente, sabe orientá-lo e consegue entender seus mais profundos anseios.


Elane Varjao é jornalista, colunista do Jornal A TARDE e Assessora de Imprensa do Ministério Público do Eatado da Bahia.

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