Esporte

Bellintani rebate FBF e diz que não existe diálogo com a instituição: "Ignorou nosso ofício”

[Bellintani rebate FBF e diz que não existe diálogo com a instituição: "Ignorou nosso ofício”]
06 de Maio de 2021 às 10:01 Por: Divulgação / EC Bahia Por: Redação Galáticos Online

Após o duelo contra a Jacuipense, pela última rodada do Baiano, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, se manifestou sobre a "novela" envolvendo a realização do jogo na noite de ontem. Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, o cartola desmentiu o vice-presidente da FBF (Federação Bahiana de Futebol), Manfredo Lessa, e revelou que houve um acordo feito em 2019 para a dupla BaVi jogassem o estadual com times de transição para que a FBF marcasse datas simultâneas com a Copa do Nordeste.

"O vice-presidente Manfredo esqueceu de contar a história toda e o reflexo disso acaba se tornando uma inverdade. Tivemos uma reunião em 2019: eu e Vitor Ferraz representando o Bahia, o presidente Paulo Carneiro representando o Vitória, o presidente Ricardo e, salvo engano, o vice-presidente Manfredo estava. Bahia e Vitória se comprometeram em jogar os Campeonatos Baianos, a partir de 2020, com os times de transição, e a Federação Bahiana marcaria jogos concomitantes com as outras competições que Bahia e Vitória estivessem jogando. Por que? Porque a Copa do Nordeste precisava ganhar mais datas. Ela estava saindo de um modelo e indo para outro. Com isso, o Baiano seria estrangulado ou os times teriam que jogar com os times alternativos".

O presidente do Bahia reforçou que foi surpreendido com o fato do Vitória não usar um elenco alternativo em 2021 e disse não ter sido informado pela FBF e citou que o Rubro-negro teve "todo espaçamento necessário" para jogar as suas partidas. NO entanto, vale lembrar que dois jogos do Vitória foram remarcados por conta de surtos de Covid-19.  

"Em 2020, Bahia e Vitória jogaram o Baiano com o time de transição até a pandemia. Em 2021, fomos surpreendidos porque o Vitória anunciou que jogariam com o time principal. O Vitória tem o direito, mas nós não fomos informados de que nosso acordo estava caindo. Não precisa me dar satisfação, ele [Paulo Carneiro] não me deve satisfação. Mas eu queria entender da Federação se as datas continuariam sendo marcadas de forma concomitantes ou se não haveria mais isso. No começo do Campeonato Baiano desse ano, a Federação nos perguntou se a gente jogaria com o time sub-23. Eu disse que seguiríamos e continuou sem nos falar nada. Inclusive, o início do Baiano foi antecipado para o Vitória ter mais datas para não chocar com outras competições. Qual foi a reclamação do Bahia? Zero. Nenhuma. Nunca nos dirigimos para reclamar. Começou a marcar datas concomitantes do Bahia e o Vitória com todo o espaçamento necessário. O Bahia nunca reclamou disso. Nos sentimos prejudicados? Sim. Perdemos um pouco de flexibilidade. A Federação exigiu do Bahia que jogasse sábado e domingo e deu a possibilidade do Vitória jogar quartas e domingos. Por que o Vitória não poderia jogar com o time reserva um jogo só e manter o final da fase classificatória? Por que a Federação não poderia marcar um jogo terça, um jogo quinta e um jogo domingo e ajustar para o Vitória jogar um jogo com reservas?", completou.

Por fim, o mandatário Tricolor afirmou que o Bahia tem problemas de diálogo com a FBF e a entidade ignorou um ofício com o pedido de que a última rodada do Campeonato Baiano fosse remarcada.

"Nunca houve diálogo. O Bahia mandou um ofício para a Federação avisando que não poderia jogar na primeira semana de maio com o time de transição. Sabe o que a Federação fez? Ignorou o ofício do Bahia. E o tempo foi passando e a final da Copa do Nordeste virou realidade. Jogo sábado, jogo terça e jogo sábado de novo. Tenho um time de transição para apoiar em jogos importante, um exemplo disso é Guedes e Teixeira que foram para o time principal. Eu não pedi para parar de jogar com o time de transição. Pedi apenas para que a nona rodada não fosse adiada e que o Vitória jogasse três partidas em uma semana. O Vitória virou intocável. É diferença de tratamento. Ter um time de transição ajuda o Campeonato Baiano a ter mais dinâmica, mas não pode ser uma prisão. O Bahia foi prejudicado por ter um time de transição", pontuou.

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