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Candidatos a Rei Momo de Salvador acionam o MP-BA: ‘resultado obscuro’

Arquivo pessoal/ Renildo Barbosa
Eles reclamam sobre a “falta de transparência” na pontuação distribuída entre os participantes e as análises dos jurados, que não teriam cumprido o regulamento  |   Bnews - Divulgação Arquivo pessoal/ Renildo Barbosa

Publicado em 14/02/2020, às 19h14   Márcia Guimarães



Candidatos a Rei Momo de Salvador acionaram o Ministério Público da Bahia (MP-BA), nesta sexta-feira (14), contra a organização do concurso. Eles reclamam sobre a “falta de transparência” na pontuação distribuída entre os participantes e as análises dos jurados, que não teriam cumprido o regulamento.

“O candidato que ganhou leu um papel ao invés de falar espontaneamente durante o discurso. Além disso, todos tinham que entregar um pen drive com a música da apresentação, mas ele pediu para se apresentar com a banda ao vivo. Ele sensibilizou o júri dizendo que estava em sua 10ª tentativa de ganhar o concurso em Salvador, mas ele não atendeu a nenhum requisito presente no regulamento”, afirmou Renildo Barbosa, que foi escolhido como guardião do Rei junto com o candidato Alan Nery.

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Segundo Barbosa, diferente dos anos anteriores, os guardiões não receberão nenhum prêmio em dinheiro. Na avaliação dele, há uma “nuvem pesada sobre o resultado e informações desencontradas”. Por isso, ele e outros três candidatos decidiram recorrer ao Ministério Público. O objetivo é que a Federação das Entidades Carnavalescas e Culturais da Bahia apresente as notas para que possam ser analisadas ou decrete todos os participantes como Reis Momos.

Barbosa disse que, antes de entrar com a queixa no MP, pediu à Federação o acesso às notas e os nomes dos jurados, que teriam sido negados. “O processo de seleção foi muito atrapalhado, está tudo muito obscuro, alguma coisa não está colando bem”, criticou o candidato.

Nesta segunda-feira (17), às 10h, os quatro candidatos que solicitaram apuração se reunirão no Ministério Público para serem ouvidos pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa.

A reportagem procurou os organizadores do concurso, mas não obteve sucesso.

Classificação Indicativa: Livre

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