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A pé ou de bicicleta, Fuzuê abre o pré-Carnaval de Salvador

[A pé ou de bicicleta, Fuzuê abre o pré-Carnaval de Salvador ]
Por: Vagner Souza/BNews Por: Yasmin Garrido e Léo Sousa 0comentários

Como diz o trecho da música: “Chame gente!”.  Não foi a praça do poeta que ficou lotada neste sábado (15), mas, sim, o Circuito Orlando Tapajós, entre a Ondina e a Barra, para o desfile do Fuzuê.

Seja a pé ou de bicicleta, quem gosta de Carnaval, principalmente para relembrar as épocas das fanfarras, marcou presença na abertura do pré-Carnaval.

Se no ano passado o fim de semana de Fuzuê e Furdunço reuniu cerca de um milhão de foliões, a expectativa para 2020 é que mais pessoas passem pelo circuito, de acordo com o presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington. 

“Nossa expectativa é bater o recorde de público e ocupação hoteleira. O pré-Carnaval é o pontapé inicial da folia em Salvador e, a partir da terça-feira, já com o Pipoco, os trios elétricos ganham as ruas e avenidas”, disse.

Mas, como o próprio Isaac fez questão de lembrar, o Fuzuê reúne mais as famílias, os foliões apaixonados pela tradição das fanfarras e mini-trios. Por isso, Danila Rufino decidiu padronizar toda a família, incluindo os filhos e sobrinhos, para curtir esse início de festa.

“A gente não costuma vir ao Carnaval, porque sempre viajamos. Mas, neste fim de semana, eu quis trazer as crianças, porque elas precisam conhecer, saber o que é a festa. Só vamos participar hoje e depois já viajamos. Eles estão se divertindo muito”, contou, sendo interrompida por confetes e espumas arremessadas pela criançada.

Quem também fez questão de sair da varanda de casa, de onde costuma assistir todo o Carnaval, para ir a esse pré foi Dona Regina, que levou a família e, é claro, o cooler lotado para o Circuito Orlando Tapajós.

Ela, que tem dificuldade de locomoção, não se incomodou com o fato de precisar de uma cadeira de rodas para acompanhar a festa. “Todo ano a gente vem. Ficamos aqui vendo os desfiles do fim de semana e, quando o Carnaval começa, por eu não ter condições de ficar na rua, a gente ocupa a varanda. Mas, nunca deixamos de curtir”, disse.

E, se é para inovar, o casal Ariane e Jorge Vagner, que estão juntos há cinco anos, decidiu se vestir de noivos para pedalar ao longo de todo o Circuito Orlando Tapajós. “A gente pedala há quatro meses e, como estamos em um grupo que já tem a tradição de desfilar no Fuzuê, decidimos entrar no clima e vestir a fantasia. Somos apaixonados até no Carnaval”, contou Ariane.

Sem falar uma palavra de português, a francesa Josefine não parou os pés ao som das fanfarras. Com a ajuda do amigo da Costa do Marfim, ela disse que veio para conhecer a festa e que está se surpreendendo positivamente - (a gente nem conta pra ela que, daqui pra frente, só melhora, hein?!).

Agora, quem disse que não é possível trabalhar e curtir ao mesmo tempo? O ambulante Cléber Oliveira, que há cinco anos trabalha nas praias de Salvador vendendo brinquedos infantis marcou presença no Fuzuê. Mas, segundo ele, o bom mesmo é o furdunço, que acontece neste domingo (16). “Amanhã, o movimento é melhor. Dá para vender mais e curtir também", afirma.

O Fuzuê conta com 35 desfiles neste sábado e reúne as principais tradições culturais da Bahia, desde as fanfarras aos Caretas.

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