Na Sombra do Poder

Na Sombra do Poder: Um brinde à built to suit

[Na Sombra do Poder: Um brinde à built to suit]
06 de Junho de 2019 às 05:41 Por: Reprodução Por: Editoria de Política 0comentários

Um brinde à built to suit

Após aprovação do projeto "built to suit", alguns empresários do ramo imobiliário e advogados foram vistos comemorando em um restaurante japonês, no bairro Graça, em Salvador, com muito champanhe e gim, dos caros. Quem viu a célebre reunião dos afortunados, garantiu que eles estavam comemorando por mais 25 a 30 anos de aluguéis polpudos vindos dos cofres municipais. É aguardar para ver...

Rádio corredor

A Prefeitura de Salvador apelou para o bom e velho "pacote de bondades" para fazer com que os vereadores recuassem nas emendas que limitavam o "built to suit" na região do Comércio. A "rádio corredor" da Câmara Municipal comenta que vários pleitos dos edis foram atendidos de última hora.

O pito de Geraldo

O presidente Geraldo Júnior (SD) deu um "pito" nos vereadores da oposição e do bloquinho independente de oposição na sessão ordinária do "built to suit", após o grupo reclamar que não havia recebido de seus líderes Sidninho (Podemos) e Silvio Humberto (PSB) as emendas feitas de última hora na reunião do colégio de líderes. "Precisamos estabelecer uma coisa nessa Casa: vossas excelências precisam ser representadas por seus líderes", apitou.

Cheio de caciques

Cresce na Câmara uma insatisfação pela quantidade excessiva de líderes dando pitaco. Se no passado existiam apenas dois líderes (oposição e situação), agora são quatro vereadores que dão as cartas: Paulo Magalhães Júnior (governo), Sidninho (oposição), Silvio Humberto (bloquinho independente de oposição) e Edvaldo Brito (independente).

Um militar no Thomé de Souza

O prefeito de Salvador deixou escapar, durante entrevista ao apresentador José Eduardo, na Rádio Metrópole, o seu novo pupilo rumo ao Palácio Thomé de Souza, em 2020: o seu chefe de gabinete Kaio Moraes. O jovem é de origem militar e vem dando os comandos à trupe do chefe do Executivo soteropolitano. Considerado por uns como um “sargento” na gestão, Kaio caiu no gosto de Neto e pode atrapalhar os sonhos do vice-prefeito, Bruno Reis. No reflexo bolsonarista, o sucessor do prefeito pode ser um militar. É esperar para ver.

Contas de Rui

A aprovação das contas de 2018 do governador Rui Costa com tantas recomendações e ressalvas teve um bastidor e vários motivos: auditores teriam se reunido em um apartamento, num bairro nobre de Salvador, às escuras, para canetarem as contas do governador apenas por um propósito. Fontes palacianas alegam que a represália se deu após cortes no orçamento do Tribunal de Contas do Estado. Auditores teriam se revoltado e reprovado as finanças do Chefe do Executivo baiano. O Ministério Público teria recebido a informação e reprimido a ação. 

Contas da Bahia

Mas, “independente de suas convicções políticas”, disse o conselheiro Pedro Lino, os auditores constataram “distorções relevantes nos demonstrativos orçamentários e contábeis” do governo. Único a votar pela reprovação, sobretudo pelo excessivo gasto com pessoal da máquina petista, Lino deixou a pergunta no ar: “Será que somente desaprovar as contas quando estiver instalada uma incontrolável crise fiscal como acontece no Rio de Janeiro?”

Letras miúdas

Nas letras miúdas, faltou o Governo explicar divergências numéricas encontradas pela equipe técnica do TCE que transbordam na casa dos milhões. Deu a impressão de que não é o mesmo estado apresentado pelo governador como exemplo de gestão. Muita coisa a corrigir.

Não agradou

Após perder o comando do Detran-BA e meses de aguardo por um prêmio de consolação, o Podemos ganhou o comando da Adab, mas não estaria nem um pouco satisfeito. Já se fala que em 2020 pode haver, inclusive, retaliação pelo não reconhecimento do partido enquanto aliado de “primeira hora”. Resta aguardar. 

Ritmo correria 1

Chama atenção o ritmo “correria” empregado pela secretaria de Relações Institucionais, Cibele Carvalho. Em um só dia atende diversos prefeitos, deputados, lideranças e faz questão de tornar pública toda essa maratona. Ainda acha espaço para elogiar seu líder, o governador Rui Costa (PT). As fotos de Cibele já viraram chacota no grupo e parlamentares já brincam: “resolver não resolve, mas a foto no Facebook e Instagram está garantida”.

Ritmo correria 2

Os comentários são de que Cibele estaria articulando lançar seu nome novamente para a prefeitura da cidade de Rafael Jambeiro como representante do PT nas urnas e para isso precisa mostrar trabalho, levando em conta que em 2016 fez a mesma tentativa, mas não obteve sucesso. 

Pegou mal 1

E por falar em Cibele, pegou mal a rasgação de seda, destacam as más línguas, da secretária no pós-happy hour do governador com seus aliados. Com seu posto garantido no primeiro escalão do líder petista, ela fez questão de registrar o encontro em suas redes e destacar que a base está unida e em paz e “com muita fé em nosso governador correria”. Cibele, entretanto, esqueceu de afinar o discurso com os aliados que saíram do Palácio de Ondina sem esconder o sentimento de frustração pela demora de Rui com os anúncios dos novos comandantes dos cargos de segundo e terceiro escalão, bem como os regionais.

Pegou mal 2

E, também não passou despercebida a roupa utilizada pelo deputado Alex Lima na confraternização com o chefe. A camisa do Bahia, comentou-se, não agradou nem mesmo as vistas de Rui, que é Bahia declarado. Não ficou legal!

Sorriso na orelha

O presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Júnior (SD) está com o sorriso na orelha após ter seu nome ser citado publicamente pelo disputado presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, que afirmou que estará ao seu lado onde ele estiver. O comentário só aumentou os rumores de que os dois articulam uma dobradinha com vistas a 2020 para a disputa em Salvador. Só não se sabe ainda se do lado do prefeito ACM Neto (DEM) ou do governador Rui Costa (PT). 

No ninho governista

E Geraldinho estava se sentindo um “pinto no lixo” no ninho governista durante a Marcha Municipalista realizada pela União dos Municípios da Bahia (UPB) na última segunda-feira (3). No entanto, teve que lidar com a resposta do senador Otto Alencar de que não o fez convite para ingressar no PSD e ser candidato a prefeito de Salvador. Mas quem sabe, sabe.

Dayane Pimentel responde

Em resposta à nota desta coluna na semana passada sobre sua “amizade” com a família Bolsonaro, mas não ter sido convidada para o casamento do deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), a parlamentar riu da situação. “Dou risada com tanta imaginação e patrulhamento. O Eduardo e sua noiva Helô fizeram uma cerimônia restrita aos familiares e a alguns amigos mais próximos. Eu não precisaria ser convidada para ser amiga e aliada de primeira hora dele. A prova da minha amizade é dada no Congresso todos os dias. Será que alguém ainda duvida?”

Tchau!

A deputada estadual Olívia Santana correu, literalmente, da pergunta sobre a aproximação do secretário municipal Leo Prates com o PCdoB. “Tchau!”, disse, rindo, à reportagem, nesta quarta-feira (5), durante cerimônia na governadoria. Aí tem coisa. 

Em campos opostos

Nomes que jogaram no mesmo time pela reeleição do governador Rui Costa em 2018 estarão em campos opostos na próxima disputa municipal. Exemplo disso já acontece em Amargosa, o deputado estadual Dal (PP) – que deve ser candidato, faz ferrenha oposição ao prefeito Júlio Pinheiro, que é filiado ao PT. Outro caso acontece no Oeste da Bahia, onde os deputados Antônio Henrique Jr. (PP) e Jusmari (PSD) militam em plataformas distintas pela prefeitura de Barreiras. Ambos disputaram cada flash durante a visita do governador Rui Costa (PT) à Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães – cidade sob o comando de Oziel Oliveira (PSD), marido de Jusmari.

Sumido

Presente até pouco tempo atrás em quase todos os eventos oficiais do prefeito ACM Neto (DEM) - mantendo o costume de quando era chefe de gabinete -, o deputado federal João Roma (PRB) anda meio sumido. Sua ausência tem sido sentida por políticos e jornalistas nas últimas agendas da prefeitura, o que tem levantado inúmeros rumores sobre o motivo por trás. Será o ritmo intenso de Brasília?

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