Na Sombra do Poder

Na Sombra do Poder: O Rei do Gado e o 2 de Julho

[Na Sombra do Poder: O Rei do Gado e o 2 de Julho]
Por: Reprodução/ Redes sociais Por: Editoria de Política 0comentários

Rei do gado 

Um peso pesado da política baiana teve algumas cabeças de boi roubadas no Mato Grosso. Até aí, tudo bem. O curioso é que o parlamentar, em nenhum momento, fez questão de dar queixa às autoridades locais. Por que será, hein, amigo? 

Na corda bamba
A declaração de Alberto Pimentel (PSL) sobre as dificuldades da vida pública e a possibilidade de voltar para a iniciativa privada foi vista nos bastidores como um indício de que o secretário está na corda bamba. Comenta-se que ele foi avisado que seus meses no cargo estão contados. Ninguém saiu em defesa do gestor desde que ele resolveu travar uma guerra infundada e completamente descabida contra o BNews – nem mesmo o padrinho dele, o vice-prefeito Bruno Reis. 

Manjado...

O destempero de Pimentel com o BNews expõe a necessidade do secretário querer copiar Bolsonaro a qualquer custo. O site funciona para ele como uma espécie de Folha de São Paulo. Agora, ele quer atrair a ira do movimento LGBT para ganhar espaço na mídia e tentar se eleger vereador no ano que vem. Não vai colar. 

Desmoralizado 

Um dia após travar guerra ao BNews, a prefeitura enviou nota técnica informando que liberaria, após acordo, o trio do MBL nas manifestações pró-Moro na Barra. Ao saber da informação, Pimentel não gostou nada. “Isso vai me desmoralizar”, disse ele. 

Ostentação

A deputada federal Dayane Pimentel, mulher de Alberto e presidente do PSL baiano, por sua vez, resolveu ostentar e se autopromover numa revista de celebridades. Uma postura um tanto questionável para quem se elegeu há tão pouco tempo e em um país que está em um dos momentos mais graves de crise econômica de toda a sua História...

Retorno agitado
Na Câmara, nunca se viu uma sessão tão agitada pós-feriadão: Discursos acirrados contra o secretário Pimentel, a favor da liberdade de imprensa, além do anúncio de um requerimento protocolado pedindo investigação à SSP e ao MP contra o casal Pimentel e uma queixa crime... Em tempo, já se fala em uma nova convocação do secretário.

Efeito boomerang 1 

A sessão dessa quarta-feira (3) ficou marcada também pelo desabafo do presidente Geraldo Júnior ao secretário de Mobilidade Urbana, Fábio Mota, que disse estar sob a responsabilidade da Casa a aprovação do projeto que dá isenção do ISS às empresas de ônibus, para que o valor da tarifa não suba a R$ 4,12. Invocando a áurea das forças ocultas, Geraldo chamou o secretário de “irresponsável” e bradou: “Eu estava calado, mas fui provocado. Quem pauta os projetos desta Casa é o presidente”.

Efeito boomerang 2
Geraldo colocou a mira em Fábio Mota, mas o disparo foi no Thomé de Souza. Vereadores da bancada governista ficaram no meio do fogo cruzado com a decisão súbita do presidente Geraldo de colocar em votação imediata o texto do ISS. “Na briga entre o mar e o rochedo, é o marisco que apanha”, cochichavam vereadores. 

Veneno
Os nervos realmente estavam à flor da pele na Casa. Não faltaram insultos. Em meio à confusão, Paulo Magalhães disse para Zé Trindade enxugar o veneno e parar de destilar ódio.

"Ex-soldado do grupo"?
Sempre quando questionado sobre saída do partido ou candidatura à prefeitura pelo DEM, o atual secretário municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre), Leo Prates, "vestia a camisa" e dizia ser uma espécie de "soldado do grupo". Agora, após divulgação, pelo próprio Prates, de reunião com PCdoB, ele não é mais relutante ao falar dos assuntos, nem parece tão próximo do "capitão" demista. No 2 de Julho, estava sozinho, atrás de um carro de som que tocava canções em defesa de "Lula livre", e a disponibilidade para abordá-lo, como se quisesse ter holofote para dizer algo, era mais fácil do que se perder em meio à agonia do festejo. À imprensa, ele confirmou um novo encontro com o PCdoB.

Fez o L? 

Ele estava tão à vontade que alguém perguntou: fez o L? - em referência ao sinal erguido pelos comunistas pedindo a soltura do ex-presidente Lula. “O L é de Leo”, respondeu, aos risos.

Coração falou mais alto
Enquanto aguardava o começo do desfile cívico do 2 de Julho, um grupo de servidores e papagaios de pirata da prefeitura de Salvador cantava e dançava ao som do “Bote fé e diga Lula” que tocava em um carrinho sonoro no meio da concentração. Muita gente ligada ao primeiro escalão do Thomé de Souza, vestida com camisa oficial da prefeitura, deixou o coração falar mais alto e soltou a voz: 
“...É só você querer
Que amanhã assim será
Bote fé e diga Lula 
Bote fé e diga Lula
Eu quero Lula"

Leão correria  
O que se comenta é a passagem de João Leão como governador em exercício no desfile da Independência: foi mais rápida que visita de médico. O bonitão de 73 anos mostrou vigor de menino e desapareceu em tempo recorde. 

E feroz

Antes de sair, porém, trocou afagos com o prefeito de Salvador, ACM Neto, mas não escondeu seu estilo feroz de fazer política, como sugere o registro feito pelas lentes do BNews.

Correria demista
A turma da correria não está só no grupo de Rui Costa. ACM Neto saiu apressado para o cortejo e não esperou o hino 2 de Julho. Dizem as más línguas que o grupo do demista não queria deixar que a turma do líder saísse na frente no cortejo. Foi correria para todo lado. 

Aqui todo mundo é militar 

Policiais militares e soldados do Exército trocaram olhares pouco gentis durante o deslocamento de autoridades entre as cerimônias de hasteamento das bandeiras e a colocação de flores no monumento ao General Labatut. O clima foi ficando tenso e houve até um ensaio de empurra-empurra, até quem uma das partes bradou: “Aqui todo mundo é militar, irmão!”. Na confusão, o carregador de um revólver caiu sobre o pé de uma profissional de imprensa.

Duas camisas

O bloquinho de Geraldo no 2 de Julho deu e deixou. Além de causar alvoroço entre os parlamentares, mostrou um visível racha na Câmara. De um lado, um grupo seguindo “o líder”, todos de verde; do outro o prefeito e, consequentemente, Bruno Reis. Ambos pré-candidatos à prefeitura. Ainda sobre o bloco, teve vereador que vestiu a camisa verde do líder e, quando o prefeito chegou, rapidamente tirou. Esta coluna está de olho.

Persona non grata
O deputado federal Jonga Bacelar (PL) convidou o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes (sem partido), a se filiar à legenda. O que não se sabe é se ele será bem recebido por alguns figurões do PL, que fogem do gestor como o diabo da cruz. Dizem que as inúmeras polêmicas em torno de sua administração podem contaminar a imagem do partido e as chances de uma eventual tentativa de reeleição.
 

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