Na Sombra do Poder

Na Sombra do Poder: Política sem palavra?

[Na Sombra do Poder: Política sem palavra?]
Por: Pixabay/ Arquivo BNews/ Reprodução/ Redes sociais Por: Editoria de Política 0comentários

Sucumbiu
Dado como morto politicamente, o PL baiano sucumbiu em torno de si mesmo. Forçou sair da base de Rui, mas será recebido com status de viúva pobre nas hostes do Thomé de Souza. Querendo muito, mas com pouco a oferecer, os liberais locais querem conservar a boa vida de governabilidade na máquina municipal, já que na estadual o governador Rui Costa secou a fonte. Esvaziado e sem muitas opções, o partido apela por um milagre e tenta ressuscitar politicamente Irmão Lázaro, cantor gospel e ex-deputado federal, tal como Jesus conseguiu na história bíblica. O Lázaro de lá viveu, o de cá ninguém viu ainda... 

Política sem palavra?

Apesar do fisiologismo, ego e descaminhos da política brasileira, uma figura que queira sobreviver na selva das negociações tem que ter palavra, ao menos com seus aliados. E foi isso que o governador Rui Costa (PT) cobrou do vice-governador João Leão (PP), após este tentar quebrar o acordo que prevê a substituição do PP pelo PSD na Presidência da Assembleia Legislativa da Bahia. “Quer fazer política sem ter palavra?”, foi o que o petista argumentou para insistir no acordo. 

Troca de passes
Mas se engana quem pensa que o jogo deixou de ser jogado nos intramuros da Casa. O dono da bola, Nelson Leal, quer continuar a todo custo com a prerrogativa de organizar o baba a partir da cadeira presidencial. Sabe que derrubar a PEC da reeleição é tarefa difícil, mas tem trocado passes e explorado diferentes ângulos para montar um time de 39 votantes favoráveis à prorrogação do seu mandato.   

Reserva fazendo conta

Por outro lado, ele já está avisado que, se a tática não funcionar e não conseguir se manter em campo, a bola precisa continuar com o PP. É aí que entra o deputado Robinho, considerado hoje uma das principais peças do banco de reservas de João Leão para disputar os 45 minutos finais contra Adolfo Menezes, do time que veste a camisa do acordo palaciano. Uma nova candidatura precisaria apenas de 32 votos – número que os leoninos dizem não ser impossível escalar, mas contando com atletas da oposição.

Os palácios têm ouvidos
O entra e sai nos palácios de Salvador vem aumentando consideravelmente a poucos dias das definições de chapas majoritárias. O de Ondina não via uma agenda tão intensa desde as eleições de 2018, e o Thomé de Souza virou uma Avenida Sete em datas festivas. É gente pra tudo quanto é lado com a cuia na mão e uma lábia afiada pra tentar arrancar o máximo que puder do governo e município, às vezes ao mesmo tempo. O que muita gente não sabe é que os palácios têm ouvidos e os soberanos dos dois poderes estão bem atualizados sobre a turma que acende uma vela pra Deus e outra para o diabo.  

Ricochete
O prefeito ACM Neto (DEM) deve ficar atento ao céu de brigadeiro que está sobre sua cabeça neste momento. Além do favoritismo de seu indicado nas pesquisas de intenção de voto, o grupo tem um grande arco de aliança, que irá aumentar com as chegadas do PL e PDT. Porém, o ricochete pode vir do grupo de Rui Costa (PT). Já ligou para Márcio Marinho (Republicanos) hoje? 

Pergunta do milhão!

E por falar no deputado-bispo, a pergunta do milhão da política de Salvador é: será que Márcio Marinho terá coragem de lançar candidatura própria, caso não pegue a vice de Bruno Reis?

Treta interna
No Podemos, uma rusga interna movimentou o partido essa semana. O secretário-geral da sigla na Bahia, Jaqson Souza, saiu do partido e anunciou que não vai mais se candidatar a vereador. Articulador político, ele já tinha mais de 10 anos no Podemos. A justificativa foi “falta de apoio de Bacelar”, presidente do partido.  Por outro lado, Bacelar apenas lamentou o fato, mas não entrou nos pormenores. Uma coisa é certa, a treta foi forte. 

A Braba

Falando em Bacelar, o pré-candidato a prefeito tá que tá nas lives. Recentemente, a convidada foi A Braba, dançarina da La Fúria e que deve pleitear uma vaga na Câmara de Vereadores. Em tempos de pandemia, cada um usa as armas que tem para atingir a popularidade. 

No dia da festa dele, São Cosme quer caruru

Mal chegou setembro e o vice-prefeito Bruno Reis já lembrou de Cosme e Damião e tratou de postar uma foto comendo caruru.

Para fidelizar
A dúvida em torno da pré-candidatura de Lídice da Mata, pelo PSB, continua. Nesse ínterim, cresce a especulação que o partido pode alocar Fabíola Mansur, deputada estadual, como vice de Major Denice, mas tudo vai depender do arranjo nacional entre PSB e PT em tratativas que envolvem outras searas. Lídice só vai num voo solo como cabeça de chapa se tiver apoio do partido, principalmente financeiro. Por outro lado, ela sabe que, mesmo se não tiver chances reais de vitória, é importante aparecer para fidelizar o eleitorado de Salvador e pavimentar a campanha de 2022, como Alice Portugal fez em 2016.

Laços eternos
Apesar da relação conjugal entre os pré-candidatos à prefeitura de Lauro de Freitas Teobaldo Costa (DEM) e Mirela Macedo (PSD) ter acabado há anos, os problemas continuam, agora na política. A deputada estadual não aceitou apoiar o ex-marido e lançou seu nome na disputa, o que diminuiu as chances do dono do Atakarejo sentar na cadeira de prefeito. Ex continua dando dor de cabeça até mesmo na política.

Retaliação à vista

A ex-federal de Bolsonaro, Dayane Pimentel, é um dos principais alvos que o ocupante do Planalto quer cortar a cabeça caso volte ao PSL. De fato, a tratativa do retorno do presidente para o partido tá se desenrolando. Ele pode não voltar agora, pois o PSL já se organizou para o pleito de 2020 e seria uma dor de cabeça provocar mudanças com o carro andando. Mesmo assim, Dayane que se cuide, pois se a amarração estiver feita, ela vai sentir o baque da retaliação no repasse do fundo eleitoral.
 

Os comentários não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Leia os termos de uso

jusnews

Na Sombra do Poder

PodCast

Mais Lidas