Na Sombra do Poder

Na Sombra do Poder: John Wayne ainda vive

[Na Sombra do Poder: John Wayne ainda vive]
17 de Dezembro de 2020 às 05:00 Por: Divulgação/ Reprodução/ Redes sociais/ Pixabay/ Arquivo BNews Por: Editoria de Política

John Wayne ainda vive
A devassa que a Operação Faroeste causou esta semana fez lembrar do memorável John Wayne, ator símbolo dos filmes de bang bang do velho oeste americano. O MPF escalou o melhor elenco que pôde e fez uma performance quase cinematográfica nos disparos que começou a fazer contra os descaminhos do TJ-BA. 

Futuro da Faroeste 
Começou e não vai acabar tão cedo. A demonstração de força da mais recente fase da Operação Faroeste, tocando em figuras mais expoentes do Judiciário baiano e até em um secretário de Estado, sinalizou que as investigações podem ser aprofundadas e escancarar relações em todos os três poderes da Bahia.

Apetite de Lava Jato

 Pela extensão do material elaborado pelo MPF, muitos observadores da política baiana já fazem projeções que a Faroeste pode virar uma espécie de Lava Jato, com futuras operações sobre agentes políticos ligados ao esquema que derrubou magistrados baianos. Os investigadores estão com apetite.

As telas da Faroeste
Não só de joias vive a Faroeste. Um famoso marchand da cidade está na mira do Judiciário baiano por ser fornecedor de valiosas obras de arte (telas e quadros) para alguns dos citados na bombástica investigação. Os quadros deles decoram suntuosos apartamentos no corredor da Vitória e na região do Horto, onde suas telas são avaliadas em mais de R$ 100 mil. O moço é muito chegado ao período Renascentista. Mostra seu extremo bom gosto e requinte.

Mansões vazias 

Assim que a PF colocou a caravana na rua em mais uma fase da Operação Faroeste, caminhões de transportadoras também iniciaram uma verdadeira varredura em mansões pelo Litoral Norte da Bahia. Muita gente temerosa com o alcance daquela investida, resolveu esvaziar os imóveis e rumar para novos abrigos.

Vai pedir música
Tal qual um jogador que marca três gols numa partida e pede trilha sonora no programa dominical da Globo, o Villaggio Panamby - condomínio de luxo no miolo do Horto - já está apto a pedir música no Fantástico por causa das recorrentes operações policiais que acontecem por lá. Virou point da PF.

Targino soltou fogos

Inimigo mortal de Maurício Barbosa, o ex-deputado Targino Machado soltou fogos em Feira de Santana enquanto os agentes da PF vasculhavam o prédio da SSP-BA na operação que também afastou o secretário e sua chefe de gabinete. Depois de ser cassado e perder, indiretamente, a prefeitura de Feira naquela composição esquisita com Zé Neto, Targino equacionou os infortúnios de 2020 com a queda de Barbosa e a eleição do filho a prefeito de São Gonçalo dos Campos.

Amigos, amigos... prefeitura à parte
Menudos remanescentes da gestão de ACM Neto se aproximaram de Bruno Reis nos últimos dias na tentativa de apresentar e emplacar 'amigos' na futura gestão. Mas a missão falhou! Bruno bateu na mesa e deu um chega pra lá: Amigos, amigos... prefeitura à parte. O futuro chefe do Thomé de Souza deixou o recado claro que quer gente de trabalho. 

Expectativa de poder e o café gelado da AL-BA

O deputado Nelson Leal (PP) pode ter um final melancólico como presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Perdeu o timing para manobrar sua reeleição e, quando intentou fazer, veio a pá de cal do Supremo. Restou a alternativa de tentar emplacar um sucessor, mas os nomes até então não empolgam. A última cartada foi ventilar o nome de Fabrício Falcão, do PCdoB, como uma aposta para driblar o acordo selado com o governador que prevê a ascensão de Adolfo Menezes (PSD) como presidente no biênio 2021-2022. Sem a expectativa de poder, Leal já não é tão estimado como antes. Dizem que até o café servido na Presidência está gelado.

AL-BA a reboque 
Muitos deputados já se movimentam no sentido de compor a Mesa Diretora e ocupar cargos numa gestão tendo Adolfo como presidente. Mas outros tantos ainda estão acendendo duas velas porque ainda consideram haver uma virada no jogo. O que ainda mantém a possibilidade de disputa viva é o incômodo dos parlamentares em ver a decisão sobre a presidência da Casa a reboque de Rui Costa. 

"Traído" pelo áudio

O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) protagonizou um mal-estar entre seus colegas durante sessão remota na última segunda. Na videochamada, o áudio do petista vazou e foi possível ouvir: "fazendo o jogo da oposição". O tempo fechou. O presidente Nelson Leal (PP) tomou a frase para si e logo interrompeu o petista para rebater que não estaria alinhado com os opositores; a oposição aproveitou a oportunidade e inflamou os governistas. Rosemberg ainda tentou se explicar afirmando que se referia a ele mesmo e outros colegas em relação à oposição, mas admitiu: "fui traído pelo áudio". Desligue o som pra conspirar, deputado.

Dias de glória em meio à desgraça

O deputado estadual Capitão Alden (PSL) já se esqueceu dos tempos das vacas magras na Polícia Militar. Agora deputado, resolveu esbanjar seus dias de glória nas redes sociais, postando uma série de fotos em concessionárias e ao lado de veículos de luxo. Para um parlamentar negacionista, que não acredita em pandemia, o único aspecto que surpreende nessa história é estar usando máscara.

O chá de cadeira de Denice
A Major Denice Santiago (PT), derrotada por Bruno Reis em 2020, aguarda sentada um chamado do governador Rui Costa (PT) para ocupar um cargo no Governo do Estado. A volta para a PM, que deveria acontecer em dezembro, agora foi adiada para janeiro, segundo a própria.

Populismo barato
O vereador Alexandre Aleluia (DEM), mais uma vez, tenta ganhar holofotes com um projeto polêmico na Câmara de Salvador. Depois de fracassar ao tentar emplacar o ensino domiciliar (homeschooling) - que foi vetado com uma canetada do prefeito ACM Neto (DEM)-, agora quer aparecer com um projeto referente à "neutralidade de gênero" no âmbito institucional do setor público. Imitou o deputado federal Junio Amaral (PSL).

Indisposição

Se precisar ligar para o comando do Samu em Salvador, veja antes que horas são. A turma do alto escalão do serviço costuma dar chilique quando o celular toca depois das 19h, até quando é acionada por profissionais de Comunicação que buscam esclarecimentos sobre os atendimentos na pandemia para passar à população. A indisposição dos caciques do Samu chegou aos ouvidos do secretário municipal de Saúde, Leo Prates. Em tempo, a conduta não reflete o trabalho heroico de inúmeros profissionais de saúde que estão na labuta diariamente socorrendo a população.

Terra arrasada
Em Catu, o prefeito eleito Pequeno Sales (PTB) vai encontrar um cenário de terra arrasada assim que sentar na cadeira. Com a segunda onda do coronavírus crescendo em todo o estado, o atual prefeito Gera, derrotado nas eleições municipais, demitiu todos os médicos do município para conseguir fechar as contas. O pior é que o futuro gestor não terá que enfrentar uma herança de indicadores ruins apenas na saúde. A precariedade da assistência social no município durante a pandemia também foi alvo de críticas da população catuense.
 

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