Cultura

Sucesso no YouTube, ator e diretora de ‘Na Rédea Curta’ falam sobre importância do filme: “Sonho periférico”

Divulgação
Ator e diretora afirmaram que ‘Na Rédea Curta’ vai fazer o público rir e se emocionar  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Edvaldo Sales

por Edvaldo Sales

edvaldo.sales@bnews.com.br

Publicado em 10/12/2022, às 06h00



Sucesso no YouTube, a websérie baiana ‘Na Rédea Curta’, que é estrelada pelos atores Sulivã Bispo e Thiago Almasy, virou filme e estreou nos cinemas no dia 1º de dezembro. No longa-metragem, Mainha e Júnior se veem em uma situação inédita – Júnior, criado apenas pela mãe, terá que descobrir como ser pai após saber da gravidez de sua namorada. Além disso, a dupla parte em uma aventura pelo Recôncavo da Bahia. 

Em conversa com o BNews, Glenda Nicácio, que é uma das diretoras do filme ao lado de Ary Rosa, e Sulivã falaram sobre como surgiu a ideia de levar Mainha e Júnior para as telonas e contou curiosidades sobre os bastidores da gravação. 

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

De acordo com Glenda, tudo começou depois que seu parceiro de direção assistiu um dos episódios da websérie. “Ele achou muito legal e que se relacionava com o nosso trabalho, com a nossa forma de filmar a Bahia. E aí, teve uma amiga, Tina Melo, que é uma artista que faz a caracterização dos nossos filmes e faz a caracterização da peça do ‘Na Rédea Curta’ com Thiago e Sulivã”.

Ela continuou:

A gente entendeu que tinha algo muito legal nessa junção, nessa mistura de duplas e aí sentamos para conversar sobre o argumento, que já trazia a proposta de que Júnior vinha para Cachoeira, até porque ‘Na Rédea Curta’ é o nosso sexto filme e todos eles são gravados no Recôncavo da Bahia. Então, a gente tinha essa premissa de fazer Junior sair de Salvador com Mainha e vir atrás do pai aqui. E é aí que a aventura toda começa”, explicou.  

A partir disso, a ideia foi abraçada por Sulivã, o qual revelou que já era um sonho antigo dele e de Thiago levar seus personagens para a tela dos cinemas. “Eles trouxeram a realidade para esse sonho tão bonito”, destacou o ator.

Assista ao trailer de ‘Na Rédea Curta’: 

Como foi levar Júnior e Mainha para as telonas

Ao BNews, o intérprete de Mainha ressaltou o sentimento que predomina nele ao ver um projeto tão querido pelos fãs ganhando espaço na sétima arte. 

É um sentimento de expansão de um projeto que traz identidade, afirmação, questões sociais e humor, que fala bem da gente para mais pessoas e de uma maneira mais plural. Então, de fato, levar ‘Na Rédea Curta’ para o cinema é tornar realidade esse sonho periférico e identitário”.


Já Glenda, disse que levar Mainha e Júnior para as telonas foi muito prazeroso, divertido e uma honra, porque são dois personagens que ela admira. 

Foi um filme que a gente se divertiu muito desde que a gente começou a escrever o roteiro e agora estou feliz de ver a reação do público. Público que vai para rir e sai também emocionado. A gente trabalha com esse lugar da comédia, mas também com o lugar do drama. O lugar de chamar o espectador para olhar para umas questões que são muito nossas enquanto família brasileira”. 

Processo de gravação, bastidores e Covid-19

Na Rédea Curta
Divulgação

Glenda deu detalhes de como foi o processo de gravação de ‘Na Rédea Curta’. Ela contou que muita coisa aconteceu. "Mas a maior curiosidade é o fato de que a gente começou a gravar o filme na Lapinha em março [de 2020] e aí, três dias depois, foi decretado lockdown e a pandemia".

Diante disso, as gravações foram paralisadas no mesmo momento. Glenda relembrou que a equipe tentou retomar os trabalhos duas vezes, mas não conseguiu.

É um filme que tem, mais ou menos, a duração de um ano entre a primeira vez que a gente começou a gravar e a vez que a gente retoma e consegue finalizar. É legal que assistindo ao filme você não sente essa diferença, que tem um ano entre o primeiro ‘ação’ e o último ‘corta’”.

Vem uma continuação por aí?

Na Rédea Curta
Divulgação

A pergunta que não quer calar é: ‘Na Rédea Curta’ vai ganhar uma continuação? Conforme Glenda e Sulivã, ainda tem muita história para ser contada, mas tudo vai depender do desempenho do longa-metragem nas salas de cinema. 

Acho que o universo de Junior e Mainha rende muitas histórias. [...] Tem muita risada, muita gargalhada e comoção para a gente viver junto. Então, podem aguardar que tem muita história. É série, filme, é tudo”. 

Porém, Glenda pontua que, para que isso seja possível, é necessário que o primeiro filme alcance o máximo de pessoas. “É importante que todo mundo vá ao cinema. A gente está na nossa segunda semana. Acompanha nas redes sociais, marca seu amigo, convida, marca a gente para falar o que você achou do filme. Para a gente, é muito importante esse feedback”, explicou.

Sulivã enfatizou: “Tem personagens que nunca apareceram, Junior que vai ser pai, Júnior procurando o pai. É uma história recheada de muitas surpresas. Como ‘Na Rédea Curta’ tem vários personagens, a gente pode brincar com isso em outros momentos. Eu acho que, nas próximas, novas aventuras e segredos serão descobertos”.

“Depois de ‘Ó Paí, Ó’, vem aí na ‘Na Rédea Curta’”

O ator finalizou destacando o peso que o filme tem por ser uma comédia baiana estrelada por pretos. 

Eu acho que ‘Na Rédea Curta’ estar no cinema tem um peso muito potente, tanto para comédia brasileira - porque é uma comédia majoritariamente negra - quanto para a comédia nordestina. É raro a gente ver comédia nordestina no cinema, e baiana em especial. Então depois de ‘Ó Paí, Ó’ vem aí ‘Na Rédea Curta’”.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)