Política

Eduardo Bolsonaro evita polemizar PEC da previdência de Rui e cita “benefícios” da reforma federal

[Eduardo Bolsonaro evita polemizar PEC da previdência de Rui e cita “benefícios” da reforma federal]
Por: Arquivo/ Agência Brasil Por: Luiz Felipe Fernandez e Marcos Maia 0comentários

O deputado federal Eduardo Bolsonaro saiu pela tangente nesta sexta-feira (7), em Salvador, quando questionado sobre o que achava do governador Rui Costa (PT) ter emplacado na Assembleia Legislativa da Bahia uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o regime da previdência de servidores baianos. A aprovação da matéria foi marcada por protestos e quebra-quebra.

Questionado sobre um chefe do executivo estadual filiado ao Partido dos Trabalhadores – legenda contrária a reforma da Previdência aprovada no congresso no segundo semestre do ano passado – propor uma medida de natureza similar, Eduardo preferiu celebrar as consequências da reforma proposta pelo governo Bolsonaro.

"A reforma da previdência é uma medida impopular, no entanto foi uma medida necessária para salvar o Brasil. Ou era feita a reforma ou o Brasil ia para o buraco", opinou. Ele avaliou que a medida aprovada é um “sucesso”, e creditou a ela a retomada da criação de empregos no último ano, e o País ter voltando a ser o 4º maior país a receber investimentos financeiros. 

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego no Brasil caiu para 11% no último trimestre de 2019. Esta é a menor taxa desde março de 2016. 

O mesmo levantamento mostra também que o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 2,2% em relação ao mesmo período de 2018 - chegando a 33,7 milhões. Contudo, o país ainda tem 11,6 milhões de desempregados, e o trabalho informal atingiu o maior patamar em quatro anos.

Segundo o IBGE, a informalidade – que abrange pessoas trabalhando sem carteira assinada e por conta própria, entre outros – representou 41,1% da população ocupada. A porcentagem representa 38,4 milhões de pessoas na média de 2019. 

Com a ajuda do programa de privatização de empresas federais, o Brasil foi de sexto para a quarto no ranking dos principais destinos de investimentos estrangeiros em 2019. 

Segundo relatório divulgado pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) no último mês de janeiro, o Brasil recebeu US$ 75 bilhões em investimentos externos no ano passado - contra US$ 60 bilhões em 2018. 

De acordo com o documento, parte da alta dos investimentos externos no Brasil ocorreu, em parte, por causa do programa de privatizações - que se concentrou na venda de subsidiárias de estatais e de participações acionárias do governo em empresas privadas.

Eduardo disse que as privatizações devem continuar, e que algumas vendas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional - e que confia no secretário de Desestatização Salim Mattar para viabilizar que novas privatizações aconteçam ao longo de 2020.

"Estamos botando ordem na casa. Tem de ser feitos esses ajustes e bola para frente. Estamos no caminho certo", concluiu.

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