Esporte

Ex-diretor do Vitória é condenado, mas recebe ‘benefício’ da Justiça; entenda

Divulgação/EC Vitória
A pena privativa de liberdade foi de 1 ano e 6 meses de reclusão, além de 48 dias-multa em regime aberto para o ex-diretor do Vitória  |   Bnews - Divulgação Divulgação/EC Vitória


O ex-presidente do Goiás, Raimundo Queiroz, acumula fracassos no seu histórico dentro do futebol. Um deles é a condenação do ex-dirigente do Vitória por apropriação indébita, como mencionam os autos do processo que envolve o Ministério Público local e o Esmeraldino. De acordo com informações divulgadas pelo portal Mais Goiás, o diretor do Leão da Barra na temporada 2009 teve o crime prescrito após em virtude ao tempo da condenação e com o não cumprimento da pena.

Em fevereiro, ainda conforme a publicação, o ex-gestor foi absolvido pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) das acusações realizadas pelo Ministério Público, assim como pelo Goiás por desvios de verbas dos cofres do clube. Apesar disso, essa informação está distorcida das presentes nos autos.

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Raimundo Queiroz foi condenado a pena privativa de liberdade em 1 ano e 6 meses de reclusão, além de 48 dias-multa em regime aberto, em janeiro de 2016. Acima de tudo, as referidas sanções foram trocadas por duas restritivas de direitos, como por exemplo, prestação de serviços à comunidade e pagamento pecuniário de aproximadamente R$ 7.880,00.

Após a prescrição da pena, o ex-gestor do Leão da Barra também tentou ao lado de sua defesa reverter a condenação, porém seu recurso foi negado e não existe chance de novos recursos.

Apropriação indébita

A apropriação indébita corresponde a um crime doloso, praticado contra o patrimônio, de acordo com o artigo 168, do Código Penal. Ele consiste em tomar posse de uma coisa alheia móvel, cujo pertencimento ou detenção desvigiada lhe foi conferida ilícita.

A pena para o crime responde a reclusão de um a quatro anos, com multa, podendo ser aumentada de um terço quando o agente recebeu a coisa: I – em depósito necessário; II – na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depósito judicial e III – em razão de ofício, emprego ou profissão.

Entre 2003 e 2006, Raimundo Queiroz deixou um legado positivo no Esmeraldino, quando classificou o clube a Copa Libertadores da América, única participação da equipe goiana na história. 

Classificação Indicativa: Livre

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