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Médica do Menandro de Faria dá atestado de óbito para homem vivo

Roberto Viana / Bocão News

Valdelúcio de Oliveira Gonçalves foi levado para o necrotério, onde permaneceu por duas horas

Publicado em 24/08/2014, às 13h35    Roberto Viana / Bocão News    Tiago Di Araújo (Twitter: @BocãoNews)

Um verdadeiro milagre. Assim classifica a família de Valdelúcio de Oliveira Gonçalves o ocorrido no Hospital Geral Menandro de Faria na madrugada deste domingo (24).
Vítima de câncer de língua generalizado, Valdelúcio teve sua morte decretada na noite do último sábado (23), por falência múltipla dos órgãos e encaminhado para realização da autópsia. 
Com a triste notícia, os familiares iniciaram os procedimentos para o funeral do rapaz. "Pagamos tudo. Tiramos atestado de óbito, preparamos o funeral inteiro", contou a tia Áurea Gonçalves à equipe de reportagem do Bocão News que esteve no local na tarde deste domingo (24). 
Mas, quando Walterio de Oliveira Gonçalves, irmão do 'falecido', foi levar a roupa para preparar o corpo já para o enterro, por volta de 1h30 da manhã, a grande surpresa. "Vi que ele estava respirando", contou.
Surpreso com o fato, Walterio disse não acreditar inicialmente no que estava acontecendo. "Eu não imaginei que ele estava vivo. Fiquei olhando e quando me dei conta, saí correndo para chamar os médicos", disse. Em seguida, uma equipe do hospital já iniciou os trabalhos de reanimação. 
Mais aliviados, os familiares de Valdelúcio, que estavam em frente ao hospital, fizeram questão de ressaltar o bom atendimento recebido. "Tanto o Waldelúcio quando nós (familiares) fomos muito bem tratados pelos profissionais do hospital", disse Áurea que atribuiu o acontecido a um milagre de Irmã Dulce. "Eu pedi muito a ela. Com certeza foi um milagre que ela fez por nós", afirma ao justificar que Waldelúcio era paciente do hospital de Irmã Dulce e foi levado para o Menandro por conta do quadro de urgência.   
Ao final da conversa, familiares de Valdelucio e moradores de Ipitanga, em Lauro de Freitas, expressaram o desejo de todos os pacientes receberem a mesma atenção. "Tem gente na maca e nos corredores. A gente foi muito bem atendido, mas isso deveria ser com todos. O hospital não tem estrutura. Porém, tem ótimos profissionais", finalizou um primo que não quis ser identificado. 

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