Bahia

Operação Xavier: empresário pede que prisão preventiva seja convertida em domiciliar

[Operação Xavier: empresário pede que prisão preventiva seja convertida em domiciliar]
16 de Maio de 2019 às 12:12 Por: Reprodução Por: Adelia Felix0comentários

O empresário Aêdo Laranjeiras de Santana, preso durante a Operação Xavier, nesta quarta-feira (15), em Ilhéus, no sul da Bahia, solicitou à Justiça e ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) que a prisão preventiva seja convertida para domiciliar. 

Ao BNews, o titular da 8ª Promotoria de Justiça de Ilhéus e responsável pelas investigações, o promotor Frank Monteiro Ferrari disse que os advogados do empresário argumentaram que “ele sofre de doença grave”. O pedido será analisado até esta sexta-feira (17).

Aêdo é dono de umas das empresas que prestavam serviços terceirizados de organização das licitações e de contabilidade à Câmara Municipal. Segundo o MP-BA, essas empresas eram responsáveis pelas fraudes em licitações que geraram contratações direcionadas de outras empresas pré-selecionadas. Os valores dos contratos eram superfaturados e uma parte deles era destinada como propina a vereadores que ocuparam a presidência do parlamento municipal no período investigado. 

De acordo com o promotor, após audiência de custódia, na tarde desta quarta-feira, foram mantidas as prisões do secretário de Agricultura e Pesca do Município Valmir Freitas do Nascimento, e dos dois empresários, Cleomir Primo Santana e Aêdo. 

Ainda segundo o promotor, os dois ex-presidentes da Casa Legislativa, os vereadores Tarcísio Paixão e Lukas Paiva, seguem foragidos. “A situação deles fica ainda mais complicada por não se apresentarem. Reforça os fundamentos da prisão preventiva. É uma postura que não colabora, pelo contrário, só agrava”, explicou.

A Operação também cumpriu dez mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos documentos e aparelhos eletrônicos. Conforme as investigações, o esquema fraudulento foi operado entre os anos de 2001 e 2018, praticando crimes contra a administração pública, fraudes em licitações e contratos e lavagem de dinheiro.

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