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Reserva Trancoso: documentos são nebulosos, diz Bahia Beach após ação judicial

[Reserva Trancoso: documentos são nebulosos, diz Bahia Beach após ação judicial]
12 de Maio de 2017 às 11:23 Por: Reprodução e Divulgação Por: Adelia Felix
Em entrevista ao BNews, o diretor da Bahia Beach Empreendimentos Imobiliários e Hotelaria Ltda, responsável pelo Reserva Trancoso, em Porto Seguro, no sul Bahia, que teve as obras paralisadas e vendas suspensas após decisão da Justiça nesta semana, afirmou que a incorporadora encara a situação com “muito tranquilidade”. O projeto é coordenado pela Bahia Beach, enquanto o Grupo Fasano é responsável por coordenar a rede hoteleira.
 
A ação judicial foi impetrada por uma mulher, de origem indígena, identificada como Joaquina Martins, que alega ter recebido a área a título de indenização, na década de 70. Ainda segundo a mulher, o terreno foi vendido ilicitamente para o grupo hoteleiro. A juíza Gardênia Duarte determinou a paralisação das obras e suspensão das vendas dos lotes. O descumprimento gera multa diária no valor de R$ 10 mil.
 
Frederico Schiliro detalhou que esta não é a primeira vez que questionam na Justiça o direito de posse das terras da incorporadora. “Uma turma lá em Porto Seguro, que vinha reclamando de posse de terra, apresentou uma documentação super frágil, e perdeu. O pedido deles acabou indeferido. O grupo Bahia Beach adquiriu essas terras em 2007, pagou, tem escritura, matrícula, inclusive tem a cadeia sucessória dos últimos 43 anos de posse das áreas. Quando começa a obra, a venda, vem gente reclamar por posse. Muito pertinente isso... A documentação é super nebulosa, não tem clareza de qual  área que está sendo reclamada”, argumenta.
 
 
Schiliro encara a decisão da Justiça com "naturalidade". “A gente vai respeitar a determinação da desembargadora até que seja julgado o mérito. As informações apresentadas não são claras. Precisa comprovar posse, a qual não foi comprovada. Do nosso lado, a gente está bastante tranquilo. Temos toda documentação comprovando a posse. E óbvio, que uma empresa como a nossa nunca iria invadir área. Não faz o menor sentido. Não precisamos disso. Estamos bastante tranquilos na resolução desse processo”, finaliza.
 
Reserva Trancoso
O projeto arquitetônico do Reserva Trancoso, que contempla 19 estâncias, complexo Fasano com hotel de 40 bangalões e 23 villas residenciais , distribuído em 300 hectares na Itapororoca, é assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld, responsável pelos hotéis Fasano de São Paulo e de Punta Del Este, no Uruguai. O preço dos imóveis varia entre R$ 4 milhões a R$ 6 milhões. As obras começaram em março deste ano, e devem ser concluídas no primeiro semestre de 2019. A primeira parte do empreendimento vai custar R$130 milhões.
 
 
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Publicada originalmente dia 11
 
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