Justiça

Os desafios do novo Procurador-Geral de Justiça da Bahia, segundo os candidatos

[Os desafios do novo Procurador-Geral de Justiça da Bahia, segundo os candidatos]
Por: Vagner Souza/BNews Por: Yasmin Garrido e Marcio Smith 0comentários

Nove candidatos e três vagas, esse é o cenário da eleição para lista tríplice do cargo de chefe do Ministério Público da Bahia (MP-BA) para o biênio 2020/2022. A eleição acontece nesta sexta-feira (7), na sede do MP-BA. Ao final da votação, os três candidatos mais votados farão parte da lista enviada ao governador Rui Costa (PT), que indicará o novo Procurador-Geral de Justiça da Bahia.

Os concorrentes à lista tríplice são os procuradores de Justiça Sara Mandra Moraes Rusciolelli Souza, Paulo Gomes Júnior e Wellington César Lima e Silva, e os promotores de Justiça Alexandre Soares Cruz, Cássio Marcelo de Melo Santos, Marcelo Henrique Guimarães Guedes, Norma Angélica Reis Cardoso Cavalcanti, Pedro Maia Souza Marques e Rogério Luís Gomes de Queiroz.

O colégio eleitoral do MP-BA é formado por 586 membros, desses 57 são procuradores de Justiça e 529 promotores de Justiça.

Candidatos

Para Norma Angélica Reis Cardoso Cavalcanti, promotora de Justiça e única mulher na disputa, o principal desafio é estruturar o MP e proporcionar uma alternância de poder. Já o procurador de Justiça Wellington Silva, ressaltou a importância de uma lista tríplice para que a instituição possa contribuir com a sociedade baiana. 

O promotor Rogério de Queiroz reafirmou a importância do papel constitucional da instituição e pediu a aproximação do Ministério com a população. "O MP tem uma função constitucional imensa, muito complexa e que precisa estar alinhada à população".

Para Alexandre Cruz, promotor de Justiça, os dois pontos principais que precisam ser melhorados pelo novo Procurador-Geral são: "A organização administrativa da instituição e fazer um investimento para qualificar a atuação finalística". O também promotor, Pedro Marques, ressaltou que o MP "é uma instituição que goza do respeito e credibilidade de toda população brasileira e da sociedade baiana" e afirmou que os principais desafios da  nova gestão serão unificar a classe, reforçar a área finalística “para que a população possa melhor ser servida” e fortalecer  as atribuições de cada membro do Ministério Público.

O procurador de Justiça Paulo Júnior afirmou que se trata de um desafio muito grande, pois estamos em um período que "o MP e Judiciário são uma grande vitrine". Segundo o promotor Marcelo Guedes, a sociedade quer um Ministério Público mais atuante e com um maior compromisso social para que realmente atenda aos anseios da população.

Para Cássio Santos, promotor de Justiça, o principal desafio é democratizar a instituição. Além disso, pontua que a principal bandeira de sua campanha é ampliar a cota de entrada no concurso de promotor e servidores para 50% de negros.
 

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