Salvador

MP-BA denuncia três funcionários do Atakarejo por morte de tio e sobrinho após tentativa de furto de carne

[MP-BA denuncia três funcionários do Atakarejo por morte de tio e sobrinho após tentativa de furto de carne]
13 de Julho de 2021 às 12:19 Por: Divulgação/SSP-BA Por: Redação BNews

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou 13 pessoas por envolvimento nas mortes de de Bruno Barros da Silva e Yan Barros da Silva, tio e sobrinho, que foram assassinatos após tentarem furtar carne na unidade do supermercado Atakarejo, no bairro de Amaralina, em Salvador. Três dos 13 denunciados são funcionários do estabelecimento, entre eles o gerente da loja.

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (13), a promotora de Justiça Ana Rita Cerqueira Nascimento explicou os motivos que levaram a decisão de denunciar os três funcionários. Segundo ela, cabia a eles a função de entrar em contato com a polícia para relatar a tentativa de furto, o que não foi feito.

“O gerente da loja, Agnaldo, tinha hierarquicamente o poder de decisão. Cabia a ele decidir fazer a coisa mais certa e mínima que era chamar a polícia. Do encarregado Claudio a mesma coisa. Ele era encarregado por prevenção de perdas. Cabia a ele também esse poder. E o Cristiano fica muito claro nas imagens que ele toma do celular de Bruno. Só que logo depois tem seu celular de volta e liga para a amiga dizendo que precisa de R$ 700 para pagar pela mercadoria que não chegou a ser furtada porque não saiu do perímetro da loja, ou seja, houve uma tentativa de fuga. Então ele entra na extorsão e na deliberação de também participar”, explica.

O caso ocorreu no  dia 26 de abril. Bruno e Yan foram levados do interior do supermercado e entregues para execução no bairro do Nordeste de Amaralina, na localidade do Boqueirão. 

Em novas imagens de câmeras de segurança, divulgadas nesta terça-feira (13), Bruno Barros da Silva aparece sendo conduzido por vigilantes do estabelecimento. No vídeo, também é possível ver quando Bruno e Yan Barros são retirados da área interna do mercado, passam pela lateral e são levados a uma sala de segurança.

Oferecida à Justiça nesta segunda-feira (12), a denúncia aponta crimes de homicídio qualificado, constrangimento ilegal, extorsão, cárcere privado e ocultação de cadáver. A promotora denunciou apenas 13 dos 23 apontados pela polícia, pois precisou individualizar as condutas. 

"O trabalho de investigação realizado pela polícia nesse caso foi muito bem feito, trouxe os fatos, os que estavam participando e onde há indicio de autoria e materialidade. O que cabe ao MP-BA, quando ofereceço a denúncia criminal, é individualizar condutas, ou seja, qual a ação de cada um naquele evento criminoso. Nesse caso, consigo individualizar a princípio 13 deles. Por isso, que dos 23 apontados pela polícia, foram denunciados 13", esclareceu. 

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