Meio Ambiente

Planos dos países contra aquecimento global são insignificantes, diz ONU

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O estudo divulgado pela ONU, nesta quinta-feira (27), prevê que as propostas precisam ser mais ambiciosas  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 27/10/2022, às 18h16   Camila Vieira



O relatório sobre Lacuna de Emissões 2022, do programa para o meio ambiente da Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que o mundo está longe de atingir as metas climáticas necessárias para redução e estabilização do aquecimento global. O estudo divulgado, nesta quinta-feira (27), avalia que as propostas precisam ser mais ambiciosas. Somente assim, será possível reduzir os gases de efeito estufa. O documento tem como objetivo avaliar os esforços dos países em reduzir as emissões de gases em comparação com as medidas definidas pelo Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas.Para que o mundo consiga atingir as metas do Acordo de Paris, será necessário reduzir os gases de efeito estufa em níveis sem precedentes nos próximos oito anos, aponta o relatório.

O relatório aponta, também, que o Brasil diminuiu a sua ambientação de redução de gases de efeito estufa em 2020. Além disso, os compromissos assumidos pelo o país continuam abaixo daqueles adotados em 2016 pelo governo federal. Em entrevista coletiva, a diretora-executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Inger Andersen, afirmou que atualmente não existe “uma trajetória crível” para limitar o aquecimento do planeta abaixo de 1,5°C até 2030, uma das medidas definidas em Paris.

“Somente uma transformação radical de nossas economias e sociedades pode nos salvar de acelerar o desastre climático”, declara Andersen. Para que o mundo consiga manter o aquecimento global abaixo de 1,5° C é necessário que as emissões de gases tenham uma redução de 45% em relação às previstas nas atuais políticas mundiais até 2030.

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