Mundo

Show pornográfico em universidade deixa argentinos escandalizados

Apresentação aconteceu na noite da última quarta-feira (1º)

Publicado em 05/07/2015, às 13h34        Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

Um show pornô na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires (UBA)  deixou os argentinos escandalizados. De acordo com o jornal “El País”, na última quarta-feira (1º), por volta das 19h, homens e mulheres da universidade entraram nus e começaram a ter relações sexuais, incluindo sexo grupal e sadomasoquismo.
Conforme informações do periódico, centenas de estudantes e professores, surpresos, atraídos ou indignados, começaram a tirar fotos, gravar vídeos e publicá-los nas redes sociais. Era uma exibição “pós-pornô”, um movimento internacional de crítica à pornografia tradicional a partir de um "olhar feminista e subversivo", segundo uma das protagonistas do show que chocou a Argentina, a jornalista e pesquisadora acadêmica Laura Martino. Um grupo espanhol “pós-pornô”, o PostOp, também participou da performance.
A apresentação incendiou o debate entre as autoridades da Faculdade de Ciências Sociais, kirchneristas, e os militantes que dominam o centro de estudantes, trotskistas. Estes últimos se queixaram de que os protagonistas da cena fizeram sexo sobre as mesas onde são discutidos seus cargos políticos dentro do átrio e até mesmo urinaram sobre elas e se recusaram a limpá-las. As redes sociais ficaram repletas de comentários de rejeição, apoio e piadas.
A faculdade explicou que o “pós-pornô” fazia parte de um ciclo cultural chamado ‘Quarta-feira de Prazer’, que começou em 2012, e que é organizado pelos pesquisadores, professores e estudantes da área de comunicação, gênero e sexualidade. Além disso, também pediram desculpas "se qualquer sensibilidade foi ferida pelo fato de uma parte da atividade ter sido realizada fora do espaço inicialmente designado". 
Em entrevista ao jornal, o Ministro da Educação da Argentina, Alberto Sileoni, entrou na polêmica ao dizer que "as autoridades universitárias disseram que não houve autorização" e, portanto, defendeu "alguma forma de sanção". Reconheceu que alguns alunos poderiam ter se "incomodado ou ofendido" pelo show. 

Classificação Indicativa: 18 anos