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Na Sombra do Poder: a caixa Preta do Centro de Convenções

Os bastidores da política baiana e soteropolitana

Publicado em 09/02/2017, às 05h55    Reprodução    Editoria de Política

A caixa preta

Muita, mas muita notícia vai sair da caixa preta chamada Centro de Convenções da Bahia. O passado desse local esconde vários interesses excusos e, se cutucar, não vai sair o que preste. Tem gente já se tremendo na base, principalmente quem é das antigas.

Queda de braço 

E essa queda de braço antiga entre secretaria da Segurança Pública e a organização do Carnaval por parte da prefeitura? Mais um pau viola. Já mostra como vai ser o tom da folia de Momo. O acirramento com a aproximação de 2018. O lance agora é ficar atento às declarações do prefeito ACM Neto (DEM) e do governador Rui Costa (PT).

Mudanças

Mudanças de ares na Assembleia Legislativa da Bahia. Perdido na AL-BA, o deputado Sargento Isidório (PDT) já pensa em pular para o lado de Coronel (PSD). Fidelidade zero. O pedetista seria candidato e depois desistiu para apoiar Nilo, que no fim das contas também desistiu de topar a parada.

Plantão de TV

Corre à boca miúda: a TV Assembleia é a TV que ninguém vê, ninguém de tanto cargo empenhado ali e de poucos que realmente fazem algo. Depois da chegada do presidente Ângelo Coronel (PSD), tá agora todo mundo dando plantão 24 horas.

A lista de Schindler

Por falar em Coronel e AL-BA, pelo que se comenta, a porrada de lista de exonerados de seus cargos no Legislativa é chamada agora de A Lista de Schindler. Isso vai dar muito o que falar ainda...

O vice que virou ministro

O vereador Duda Sanches (DEM) virou o primeiro ministro que todos amam na Câmara de Salvador. No lugar de vice-líder do governo na CMS, ele está se tornando o líder número 1 do prefeito ACM Neto (DEM). Tem gente verde de raiva.

Deu onda

Depois do assalto em alto mar, o vice-prefeito resolveu encarar uma potente lancha cabinada de luxo. O brinquedo caro costuma ser visto muito na Baía de Todos os Santos. Sempre bem acompanhado, diga-se de passagem.

Sem sumiço

Tanto Marcelo Nilo (PSL), quanto Paulo Câmara (PSDB) – que provaram do veneno da tentativa de reeleição – surpreenderam nesta semana. Muitos esperavam que os dois iriam largar de lado seus mandatos, não apareceriam nesses primeiros momentos, mas foi ao contrário. Ambos estão bem presentes em plenários e nas articulações internas da casa.

Para onde vai?

E por falar em Câmara, a pergunta que não quer calar: para onde vai Paulo Câmara? Aos mais próximos, pelo que se sabe, ele diz que está no oceano azul que ele vai escolher para onde quer ir. Se Brasília ao lado de Imbassahy ou aqui na diretoria do Sebrae. O certo é: na Câmara, até o meio do ano, ele não fica.

Direto na fonte

Por falar em Imbassahy, o comentário é um só: o tucano vai se tornar o principal interlocutor entre o governo Temer e os prefeitos baianos. Vai ganhar moral. Já se fala até que a prioridade, inclusive, é o PSD. Os apadrinhados de Otto Alencar não devem mais bater na porta do governo Rui Costa (PT), que só fala em arrocho financeiro. Vão agora direto na fonte de porta aberta.

O que tem em comum no quarto andar?

O que há em comum no quarto andar do prédio Executive Center, que pertence a Câmara de Salvador? Lá estão Suíca, Moisés Rocha, Carballal e J. Carlos Filho. Todos os quatro expulsos do PT. Os casos de Suíca e Rocha ainda cabem recursos.

Cadeira cativa

O novato vereador Ricardo Almeida (PSC) quase cai na pegadinha, como calouro do Plenário Cosme de Farias da Câmara de Salvador. Alguns colegas indicaram que o social cristão se sentasse na cadeira em que geralmente é o lugar cativo de Edvaldo Brito (PSD). Vale lembrar que na posse esse lugar deu o que falar entre Maurício Trindade e o pessedista. Contudo, o vereador do PSC, atento, entendeu a pegadinha e se reservou a procurar outro assento. 

Os três DoContra

Na sessão de quarta-feira (9), surgiu uma polêmica com o requerimento da vereadora Marta Rodrigues (PT) para a realização de uma sessão pública em homenagem aos 37 anos do PT. Quase todos os aliados do prefeito ACM Neto votaram a favor da proposição, mas três vereadores foram do time de "DoContra". Puxado pelo vereador líder do DEM, Alexandre Aleluia (DEM), os edis Cézar Leite (PSDB) e Orlando Palhinha (DEM) foram os únicos votos contrários ao texto. "Comemorar o aniversário do PT é comemorar o caos do país", largou o filho do deputado Aleluia (DEM). Ficou um climão. 

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