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Mais que apaixonados por gatos, gateiros

[Mais que apaixonados por gatos, gateiros]
19 de Fevereiro de 2021 às 17:24 Por: Divulgação Por: Jones Araújo*

O jornalista Hercules Andrade se considera um verdadeiro apaixonado por gatos, com cinco em casa, ele diz que o amor pelos bichos é tão grande que o faz querer ‘falar’ com todos que encontra pelo caminho. Essa é uma das características de quem é gateiro.

“Ser gateiro não é só para quem tem gatos, é você conseguir perceber a existência deles, mesmo quando está ocupado, com pressa, passando pela rua. Você dá uma parada e fala com aquele gato, porque aquele animal de rua também é seu e merece um pouco da sua atenção. Um gato sempre vai ser importante para quem é gateiro. Meus gatinhos são meus filhos, que trato quase como se fossem humanos”, afirma o jornalista. 

Em uma busca na internet, na palavra ‘gateiro’, é possível encontrar páginas no Instagram e canais do YouTube sobre o tema. Em todas elas, o amor pelo universo do gato, a valorização da saúde e proteção contra os maus tratos destes animais é nítida. Hercules revela que sua paixão por gatos se concretizou na infância, resgatando os animais que eram deixados na porta da casa dele. 

“Eu nunca fui uma pessoa de ter um gato só, e quando eu tinha só um, outro gato aparecia na história. Como as pessoas do meu bairro sabiam que eu e minha mãe gostamos muito de gatos, eles abandonavam os animais na porta da minha casa e agente acabava acolhendo. Já houveram momentos em que eu fiquei sem gato e no dia seguinte, alguém abandonou um gato na porta da minha casa”, disse. O jornalista ressalta que hoje precisou mudar de residência e reformar toda a área com cercados, para que os animais ficassem seguros em casa.  Segundo ele, a média de gastos de alimentação com os animais hoje, varia de R$ 150, 00 a R$ 200,00 por mês. 

Outra gateira é a jornalista Joice Araújo, ela chegou a ter em casa 16 gatos e hoje atua como cuidadora de animais voluntária, intermediando no processo de adoção entre os animais que ela resgata na rua, para novos donos.

“Eu tinha mais gatos, a maioria foi para adoção. Hoje tenho dois. A primeira gata que eu tive, foi há 6 anos, foi uma fêmea que encontrei no saco de lixo, perto de casa. Pensava em dar para adoção, mas acabei me apaixonando e ela ficou. Quando eu levei no veterinário, ela tinha menos de dois meses, estava muito machucada, o olho sangrava, a pata fraturada. 

Ela se recuperou totalmente mas ainda ficou com uma deficiência na pata. E na época ela estava muito fragilizada. Foi uma readaptação de rotina para manter ela viva nas primeiras semanas”, lembra a jornalista. 

Joice revela que antes de criar o primeiro felino, tinha resistência com estes animais, por achar que eles não eram muito carinhosos, mas após a primeira experiência se apaixonou e entendeu que é um processo de adaptação contínuo.

“É um universo muito diferente e extremamente interessante, porque ele desmitifica tudo que você imagina o que é viver com gato. Estes animais têm uma energia totalmente diferente dos cães, mas por viver muito próximo aos cães, eles acabam se tornando muito mais ativos do que realmente são”, conta a respeito da rotina dos animais dela, com o cachorro que também havia sido adotado por Joice. “Os meus gatos já estão acostumados com a energia do meu cachorro, de dormir a noite, tem a mania de acordar cedo e te fazer acordar também. Viver com gatos é uma readaptação de vida, porque eles querem comer na hora deles e você precisa se adaptar”, completa. 

Para ser gateiro não precisa necessariamente você ter um gato em casa, só basta expressar o amor pelos felinos através de carinho, cuidados ou também alimentação, como faz a professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Letícia Telles, que quando necessário ajuda os animais de rua com castração e medicação. 

“Todos os gatos que tenho hoje foram tirados da rua. Continuo ajudando os da rua, só não trago mais para casa, pois não tenho mais condição. Mas ajudo a divulgar alimentar, medicar e castrar”, informa a professora.

Letícia conta que sua história com gatos começou há 28 anos, salvando os filhotes de uma gata que tinha falecido. Hoje ela tem em casa seis gatos, os dois últimos como ela diz, foram deixados na porta da casa da professora 
“Eu tenho uma gatinha que tem 16 anos, um gato que tem 14 e mais quatro que são mais novos, todos castrados”.
Referente a custos para manter os felinos Letícia diz que acha muito caro tudo de uso veterinário. “Mas eu sempre procuro profissionais bons, humanos e que o preço é acessível”. 

Castração
A castração é a maneira mais eficaz de prevenir algumas doenças graves nos gatos e impedir as ninhadas indesejadas, permitindo que os donos pratiquem assim, a posse responsável. O procedimento deve ser realizado por um médico veterinário em uma clínica devidamente equipada. Hercules conta que após o procedimentos nos animais dele, os felinos ficaram mais calmos e passaram a ficar mais em casa.

“Após a castração eu sinto que eles estão muito bem, não estão mais agitados para irem à rua, não tem mais cio, mais cruzamento e não corre o risco de agredirem eles. Eu considero que hoje, muito mais que antes as pessoas conseguem castrar os animais com facilidade, também porque algumas clínicas oferecem castração social, que você paga somente o valor dos materiais e consegue castrar seu bichinho e acho que hoje os preços estão mais acessíveis”, falou o jornalista. 

A professora Letícia revela que já foi contra a castração, mas hoje acredita na importância do procedimento para a saúde e segurança dos animais.

“A principio a gente [família dela] era contra castração, eu achava judiação, mas nós tínhamos um gato, da primeira experiência com gatos, que ele fugia muito, brigava na rua e se machucava. O veterinário sugeriu a castração e foi através disso que ele ficou mais calmo e ai, passamos a castrar os outros gatos”. 
 

*Colaborou o jornalista Jones Araújo em parceria com a Editoria BNews Pet

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