Polícia

De amigos a algozes: casal confessa crime e revela amizade com vítima

[De amigos a algozes: casal confessa crime e revela amizade com vítima]
16 de Maio de 2017 às 18:12 Por: Brenda Ferreira

Wilma Souza da Cruz, 25 anos, e Luiz Paulo Moro da Silva, 29 anos, são os principais suspeitos da morte do mototaxista Rogério de Santana Souza, 30 anos, na última quinta-feira (11), na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia (Ufba), no bairro da Federação, em Salvador. Até esta terça-feira (16), dia da prisão do casal, Wilma era considerada vítima de sequestro durante a ação dos bandidos que tentaram roubar Rogério, mas o caso teve uma reviravolta após a suposta vítima, em depoimento, confessar a participação no crime e ter forjado o próprio sequestro. 

De acordo com a delegada Milena Calmon, titular da 1ª Delegacia de Homicídios (DH), Wilma mentiu sobre ter sido vítima, mas após assistir ao vídeo do momento da ação, que provou o contrário, ela se contradisse e confessou a participação, além de afirmar que foi autora do plano, junto com sua prima, para roubar o mototaxista. 
 
 
Durante a coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira (16), o diretor do Departamento de Homicídios e proteção à Pessoa (DHPP), José Bezerra e a delegada Milena Calmon apresentaram os acusados e detalharam todo o crime, além de revelarem que, Wilma, a “carona” do mototaxista, era amiga de infância da vítima. 
 
Milena Calmon relatou ainda que Wilma e sua prima, também investigada pelo envolvimento no crime, eram vizinhas de Rogério e foram criados juntos desde a infância. Além disso, Calmon afirmou que elas sabiam que a vítima era vendedora de rifas de dinheiro e que por se conhecerem, Wilma e a prima arquitetaram o plano de roubo contra Rogério. 
 
 
O CASO — A nova versão revelada nesta terça esclareceu o caso por completo. A delegada explicou que o plano foi arquitetado para que Rogério fosse seguido sem perceber e que existem mais dois envolvidos: a prima de Wilma e o motorista do carro utilizado na ação, que não tiveram suas identidades divulgadas pela polícia. 
 
Ainda conforme informações oficiais, Wilma usou a história de que entregaria currículos na Universidade [Ufba] e pediu que Rogério a levasse. Ele cobrou R$5 pela corrida. Com isso, o motorista do carro, além de Luiz Paulo e a prima de Wilma que estaria no veículo, saíram da Rua 13, na Federação, e seguiram Rogério e Wilma até o local combinado pelos envolvidos, no estacionamento da faculdade. 
 
Após ser cercado, Rogério foi rendido por Luiz Paulo e Wilma. Neste momento, Luiz Paulo alegou que a arma disparou “sem querer” e acabou atingindo Rogério. Após o assassinato, os dois correram para dentro do carro, no qual estaria o motorista e a prima de Wilma, não havendo sinais de que ela havia sido sequestrada. Os delegados ainda confirmaram que o carro utilizado na ação foi roubado no bairro de Stella Maris. 
 
A dupla está presa temporariamente, à disposição da justiça. 
 
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