Polícia

Diretor e gerentes podem pegar até 20 anos de prisão por explosão em farmácia

[Diretor e gerentes podem pegar até 20 anos de prisão por explosão em farmácia]
26 de Maio de 2017 às 17:11 Por: Vagner Souza Por: Diego Vieira
 
Oito pessoas foram indiciadas por homicídio pelo incêndio na farmácia Pague Menos, localizada em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, em novembro do ano passado. No caso, 10 pessoas morreram e outras nove ficaram feridas, após uma explosão.
 
De acordo com a delegada Thaís Siqueira, titular da delegacia de Camaçari, se condenados, os indiciados podem pegar até 20 anos de prisão."Concluimos o inquérito que já foi encaminhado para o Ministério Público. Nele, mais de 60 pessoas foram ouvidas, entre testemunhas e sobreviventes. Agora cabe ao MP oferecer a denúncia à Justiça, depois disso, um processo é aberto e se condenados, essas oito pessoas podem pegar de seis a 20 anos de cadeia", disse durante coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (26), na sede da Polícia Civil, em Salvador.
 
 
No inquérito, foram indiciados: Josué Ubiratan Alves, diretor da empresa Pague Menos, Augusto Alves Pereira, gerente regional e Maria Rita Santos Sampaio, gerente local. De acordo com a delegada, ambos assumiram o risco de um acidente ao manter a farmácia aberta durante a realização de obras.
 
Além deles, também foram indiciados os sócios das empresas que realizavam as obras no local e os funcionários deles: Erick Bezerra Chianca (sócio da empresa que realizava a troca do telhado da farmácia), Fernando Vieira de Farias e Edilson Soares de Souza (funcionários da empresa), além de Rafael Fabrício Nascimento Almeida e Luciano Santos Silva (sócio e técnico em refrigeração da empresa que realizava serviços de manutenção no ar-condicionado da farmácia).
 
Ainda de acordo com a delegada, várias normas foram infrigidas pela farmácia, que passava por obras no momento do acidente. "O estabelecimento deveria estar fechado para a realização das obras. Segundo o laudo pericial, a causa mais provável do acidente foi uma explosão seguida de incêndio e desmoronamento, porque a laje caiu e atingiu algumas vítimas que morreram com o impacto dos escombros", explicou.
 

Segundo o perito criminal Eduardo Rodamilans, coordenador de Engenharia Legal do Departamento de Polícia Técnica (DPT), a perícia detectou que um botijão de gás metamo (utilizado para cozinhar) que era utilizado pelos funcionários das empresas que realizavam os serviços de manutenção na loja, foi o causador do incêndio. "Houve uma explosão do botijão de gás. Não havia ventilição suficiente para utilização deste tipo de gás no local. Além disso, a farmácia não deveria estar funcionando e todo material inflamável deveria ser retirado do ambiente antes do inicio das obras", disse.

 
Ainda conforme o perito, os responsáveis pela farmácia não haviam pedido a Permissão de Trabalho (PT), que é um documento emitido por um engenheiro de segurança do trabalho e aponta os riscos de determinada obra. " Não havia uma Permissão de Trabalho (PT). Diante disso, a possibilidade de ocorrer uma explosão, era grande", afirmou.             

 

 
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