Polícia

Funcionária da Renner que acusou mulher negra de furto fala sobre o ocorrido; confira

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O caso aconteceu na Renner do Shopping Madureira, Rio de Janeiro  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Print

Publicado em 14/11/2022, às 15h42   José Ivan Neto



A mulher que supostamente acusou uma jovem negra de ter furtado uma blusa neste sábado (12), alegou, em depoimento à à 29ª DP (Madureira), que fez uma abordagem após notar um "movimento" feito pela secretária Awdrey Ribeiro Screiter, de 21 anos. Ela é investigada por calúnia. 

Segundo o relato, Awdrey e aprima estavam no provador de roupas quando uma funcionária entrou e abordou a vítima. “Gente, minha prima estava no provador da Renner quando de repente entrou uma funcionária coagindo ela, empurrando ela na parede, mandando ela tirar tudo que ela “pegou”. 

Aos investigadores, a funcionária afirmou que “desconfiou que se tratasse de uma peça da loja”, após ela "colocar uma roupa dentro da bolsa". Em um depoimento acessado pela TV Globo, a vigilante de 51 anos disse que "procedeu uma abordagem indevida". 

Ela relata que "falou à Awdrey pegar a blusa que tinha colocado no interior da sua bolsa". Porém, depois viu que "não se tratava de uma peça da marca Renner, mas sim de outra marca". 

A segurança também informou que não empurrou a estudante para dentro da cabine e negou que tenha encostado em Awdrey ou jogado a bolsa da jovem no chão ao abordá-la. 

No depoimento, a acusada disse também "que assim que viu a blusa, percebeu que não era da loja e imediatamente pediu desculpas".

Ela reiterou que "não é procedimento da empresa fazer abordagens, mas em razão de uma interpretação equivocada, acabou agindo por impulso'', e também negou que tenha falado que "essa peça que a cliente teria furtado da loja".

A vigilante acrescentou que as desculpas não foram aceitas pela estudante, que "começou a gritar e criar tumulto, incitou os outros clientes a filmarem e a tirarem fotos".

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