Polícia

Empregada de Fabíola Mansur é assassinada pelo marido

[Empregada de Fabíola Mansur é assassinada pelo marido ]
12 de Janeiro de 2013 às 09:24 Por: Tony Silva (Twitter:@tony_silvaBNews)0comentários
Altair de Jesus Santos, 34 anos, e Marcela oliveira dos Santos, 31 anos, foram encontrados mortos na casa onde moravam no bairro de Monte Serrat, na manhã desta sexta-feira (11).



Marcela, que tinha um filho de três anos com Altair, era empregada doméstica da vereadora de Salvador, Fabíola Mansur (PSB), há cinco anos. “Estou muito abalada. Ela trabalhava comigo há cinco anos, tínhamos uma relação muito próxima. Eu perdi uma pessoa da família. Mais uma para a estatística da violência contra a mulher que só faz crescer”, desabafou Fabíola Mansur, que chorou muito e não teve condições de continuar a entrevista.



Segundo informações da prima de Marcela, Avanir Soares de oliveira, 28 anos, o casal estava separado há quatro meses e Altair não se conformava com o final da relação.  “Ele tentou reatar três vezes e ela não queria. Ele já havia ameaçado ela, e no dia de Natal ele a amarrou e ficou ameaçando com uma faca. Acho que só não matou por causa do filho”, afirma Avanir. A prima da vítima ainda disse que Marcela nunca registrou queixa contra Altair por causa do filho do casal.  Segundo informações da polícia, a criança se encontra com os tios paternos.


Policiais da 17ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) estiveram no local, além de uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), sob o comando do delegado Sérgio Schlang Junior, que deu informações sobre a cena do crime. “O casal estava vestido, e Marcela com marcas de estrangulamento. Altair demonstra sinais de envenenamento, provavelmente por chumbinho. Os indícios apontam crime passional”, explica o delegado.



Segundo Schlang, possivelmente, o casal estava há dois dias na casa. “Colegas de trabalho desconfiaram da falta de Marcela, que, segundo eles, não costumava se ausentar das suas atividades. Os vizinhos perceberam um mau cheiro muito forte vindo de dentro da casa e a partir daí houve a desconfiança”, afirma Schlang.

Matéria originalmente publicada às 11h48 do dia 11/01.

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