Política

Governo do Estado nomeia mais um ‘ficha suja’ para diretor da Agersa

[Governo do Estado nomeia mais um ‘ficha suja’ para diretor da Agersa]
19 de Maio de 2015 às 23:07 Por: Reprodução/facebook Por: Juliana Nobre (Twitter: @julianafrnobre)

Se não bastasse nomear o ex-prefeito de Santo Estevão Rogério Santos Costa (PT), incluído na lista de ex-gestores considerados “ficha suja”, o Governo do Estado nomeará outro ex-gestor público irregular para a Diretoria Administrativa e Financeira da Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa), órgão ligado a Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento da Bahia. Silvio Ataliba, também filiado ao PT, foi prefeito de Maragojipe, no Recôncavo Baiano, e teve suas contas rejeitadas cinco vezes pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) - exercícios de 2006, 2007, 2009, 2011 e 2012. O cargo foi apadrinhado pelo deputado federal Luiz Caetano (PT).

Conforme pareceres da corte de contas, Ataliba reincidiu excesso de limite com pessoal, omitiu cobrança de multas e ressarcimentos, não realizou de licitações durante sua gestão e excedeu gastos no pagamento de obrigações essenciais. Houve déficit orçamentário de execução de R$ 5 milhões, excesso em processos licitatório de mais de R$ 1,2 milhão, contratação de pessoal em R$ 31 milhões e omissão de cobrança da dívida ativa, controle interno deficiente e ausência do Inventário Patrimonial. O ex-prefeito ainda recolheu mais de R$ 1,8 milhões dos servidores e não os repassou ao INSS. Por conta disso, o petista está inelegível até 2022.

Contudo, Ataliba conseguiu registrar candidatura, através de apresentação de recurso no Ministério Público Eleitoral, e por força de liminar disputou as eleições no ano passado para deputado estadual, mesmo não tendo assinado a declaração de bens, um dos requisitos legais para o deferimento. Não foi eleito, mas recebeu 7.373 votos.

O petista, que é professor da rede pública municipal, assumiu a prefeitura de Maragojipe por duas vezes. Em 2011, a Justiça afastou Ataliba do cargo por irregularidades na contratação de servidores, sem concurso público, no ano de 2007. Apesar disso, voltou ao cargo e terminou o mandato.

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