Política
Publicado em 04/09/2015, às 11h55 Cíntia Kelly (@cintiakelly_)
Polêmica à vista. A proposta da vereadora Cátia Rodrigues (Pros) de colocar uma imagem da Bíblia no Dique do Tororó, onde reinam absolutos Oxalá, Ogum, Iemanjá, Oxum, Iansã, Xangô, Nanã e Oxóssi. As esculturas são do artista plástico baiano Tati Moreno.
A coordenadora de Educação da Cooperativa Afro entre Terreiros, Jacilene Nascimento, diz que a proposta de Cátia Rodrigues é absurda. Ela argumenta que o Dique do Tororó é local “sagrado” usado pelo povo das religiões de matriz africana. “Em momento algum o povo das religiões de matriz africana decidiu botar um símbolo nosso, como a imagem de Exu, em frente à Catedral da Fé, ou no Centro Administrativo da Bahia, próximo à Secretaria de Saúde, onde tem a imagem de Nossa Senhora de Fátima”, argumenta.
Segundo Cátia Rodrigues, o projeto de indicação ao prefeito ACM Neto, reforça que o Brasil é um estado Laico. "A proposta defende a liberdade religiosa a todos os seus cidadãos e considera ainda que a Bíblia seja uma coleção de textos de valor sagrado para o cristianismo", justifica Cátia.
Para Cátia Rodrigues, o local é o ideal para a colocação do monumento. "A ideia é que a representação da Bíblia Sagrada esteja nas plácidas águas do Dique, pois serve de inspiração para mais da metade da vida de todos os soteropolitanos", argumentou.
Esse é mais um episódio em que o povo de santo entra em choque com o Legislativo de Salvador. Dois anos atrás, o então vereador Marcell Moraes (PV) apesentou proposta em que proibia o sacrifico de animais no culto afro. Depois de muita pressão do povo de santo, o projeto foi considerado inconstitucional.
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