Política

“Era uma prática comum”, diz Otto sobre contato de Wagner com Leo Pinheiro

Segundo senador, ministro nunca teve uma “falha moral”

Publicado em 08/01/2016, às 12h02    Paulo M. Azevedo / Bocão News    Rodrigo Daniel Silva (@rodansilva)

O senador Otto Alencar (PSD) minimizou, na manhã desta sexta-feira (8), a informação veiculada pela imprensa de que o ex-governador da Bahia e chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, teve contato com o ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, para favorecer a candidatura do atual secretário de Turismo, Nelson Pelegrino (PT), à prefeitura de Salvador, nas eleições municipais de 2012.

De acordo com o senador, era comum naquele período políticos manterem contatos com empresários para negociar apoios.  “Ele [Wagner] estava articulando apoio da empresa OAS para Pelegrino. Certamente os adversários também estavam articulando apoio dessa natureza para ACM Neto”, avaliou pessedista.

Ainda na entrevista, o senador afirmou que Wagner nunca teve uma “falha moral” durante o tempo em que governou a Bahia. “Tem um recall muito maior do que qualquer coisa. Tem muito valor”, defendeu.

Nas redes sociais, o ministro Wagner manifestou repúdio contra a "tentativa de envolver" seu nome na Operação Lava-Jato e "a prática de vazamento de informações preliminares e inconsistentes”. Segundo o ex-governador, as informações “não contribuem para o andamento das investigações e confundem fatos com ilações”. Wagner afirmou que não responde ao processo da Lava-Jato no qual constam as mensagens.

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