Política

Benito: Wagner estava esquecido, mas não estava isento de ser citado em delação

Ministro foi citado em delação do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró

Publicado em 14/01/2016, às 07h53        Cíntia Kelly (@cintiakelly_)

Ex-aliado do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, o deputado federal Benito Gama (PTB ) acredita ser cedo para fazer julgamento sobre a citação do nome do ex-governador da Bahia em delações. 

Em matéria do Estadão, Nestor Cerveró diz que Wagner recebeu "um grande aporte de recursos" para sua campanha ao governo da Bahia em 2006. De acordo com o ex-diretor da área internacional da Petrobras, o dinheiro teria sido desviado da estatal e "dirigido" pelo então presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli.

“Ele [Wagner] estava esquecido, mas não estava isento de ser [citado]. Foi a primeira vez que foi citado nominalmente. O fato de ser amigo de Gabrielli esquenta muito [a denúncia], mas é cedo para fazer avaliações”, disse ao Bocão News.

Sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff que está na Câmara Federal, Benito Gama acredita que a cada dia novos fatos acabam esquentando o processo, a exemplo da citação do nome dela em delação de Nestor Cerveró. “O rito estabelecido pelo STF deu uma esfriada, mas o processo caminha a passos largos. Existem fatos que comprovam o agravamento da economia e da política. Não é uma perseguição a presidente. Poderia ser qualquer outro que tivesse causando essa estabilidade, e estariamos tomando a mesma posição”, afirmou.

Publicada originalmente às 15h do dia 13 de janeiro

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