Política

Políticos baianos divergem sobre avanços após um ano de governo Temer

[Políticos baianos divergem sobre avanços após um ano de governo Temer]
14 de Maio de 2017 às 16:34 Por: Reprodução Por: Guilherme Reis

Políticos baianos utilizaram as redes sociais e seus canais de comunicação para opinar sobre o que veem como mudanças ocorridas no Brasil após um ano de governo Temer, completado nesta sexta-feira (12). O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), que era líder do PCdoB no Congresso à época, avaliou que as previsões feitas naquele ano já podem ser confirmadas. “Não foi para tirar a presidenta. Foi para impor um outro projeto”, disse Daniel, em uma audiência pública que aconteceu ontem em Salvador. O evento, organizado pela Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado, tinha como objetivo analisar os impactos das reformas trabalhista e previdenciária de Temer. Na ocasião, Daniel criticou, principalmente, a reforma trabalhista, talvez por ter sido membro da comissão que analisou a matéria na Câmara dos Deputados.

“A CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas] foi jogada na lata de lixo. Na Comissão [da reforma], foram apontados os prejuízos, mas tudo entrou, como dizem, ‘em um ouvido e saiu pelo outro’. Isso porque o projeto foi feito nos gabinetes dos empresários, para favorecer os patrões contra os direitos dos trabalhadores”, garantiu.

Para o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), a Petrobras se recuperou após o desgaste sofrido nos governos petistas. “Fui o relator na Câmara do projeto que alterou o marco regulatório do Pré-Sal e aliviou a situação da endividada Petrobras. Na época, enfrentamos vários protestos da esquerda. Diziam que estávamos liquidando a estatal ao retirar a obrigatoriedade de participação”, escreveu em sua página no Facebook.

“Mesmo com toda a difamação nas redes, no dia em que aprovamos meu relatório em comissão o valor da Petrobras subiu 7% na bolsa. Hoje, um ano depois, a recuperação da empresa é algo consolidado. Agora são as reformas de Estado que sofrem os mesmos ataques dos mesmos agentes. Centrais sindicais, corporações privilegiadas e os mesmos políticos da esquerda que não querem que resolvam a crise que eles criaram quando estavam no governo”, acrescentou.

Já o deputado federal Benito Gama (PTB) ressaltou que “este é um governo que coloca em prática o modo tríplice de governar o país: diálogo, propostas e trabalho”. “Os indicadores econômicos mostram isso, as medidas sociais também como, por exemplo, o reajuste do bolsa família e o Cartão Reforma. Além disso, os cerca de 30 milhões de brasileiros trabalhadores que puderam sacar os recursos das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), as reformas que vão modernizar o país e muito mais”, avaliou.

Quem também se manifestou foi o vereador de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT), para quem "passado um ano do impedimento que destituiu a presidente eleita Dilma Rousseff do comando da República, a situação sociopolítica e econômica do país segue em declínio. Nada mudou no país após um ano do golpe, e os direitos dos trabalhadores seguem sendo cassados”.

Publicado originalmente em 13/05 às 15h34

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