Política

Paulo Souto descreve relação com Odebrecht e diz que Wagner foi inconsequente

[Paulo Souto descreve relação com Odebrecht e diz que Wagner foi inconsequente]
16 de Maio de 2017 às 23:30 Por: Roberto Viana / Arquivo Bocão News Por: Eliezer Santos

O ex-governador Paulo Souto (DEM) respondeu de forma mais detalhada à polêmica declaração feita pelo ex-governador Jaques Wagner (PT) de que tenha ocorrido influência da construtora Odebrecht nos últimos atos do seu governo em 2006, especialmente na assinatura de contrato para a construção do emissário da Boca do Rio, em Salvador. Semanas atrás Wagner contou que cancelou o contrato assim que assumiu e conseguiu reduzir R$ 119 milhões do custo da obra.

“Quando se fala que foi quatro dias antes [do fim da gestão em 2006] parece que foi uma coisa que surgiu de repente, feita de qualquer forma. Foi um processo demorado, conduzido exclusivamente pela área técnica da Embasa”, disse, entrevista ao programa Se Liga Bocão, na Itapoan FM, nesta terça-feira (16).

“O objetivo dele [Jaques Wagner] em trazer esse fato à baila foi muito simples: ele quer demonstrar que, ao fazer isso, não teria nenhuma relação com a empresa em questão. Tanto sim que, no início do governo fez o que ele falou do contrato”, acrescentou.

Segundo Souto, depois de dois anos de estudo, foi aberta uma consulta pública no dia 24 de outubro de 2005. O edital de concorrência foi publicado no dia 19 de abril de 2006 e no dia 19 de junho daquele mesmo ano foram recebidas as propostas. A abertura das propostas econômicas de habitação ocorreu no dia 7 de agosto de 2006 e o parecer da comissão de licitação, no dia 1º de dezembro de 2006. “Não tinha porquê não assinar”, afirmou.

Paulo Souto disse também que depois de ter deixado o governo foi procurado por uma pessoa da administração de Wagner que revelou ter feito “uma varredura” na licitação e não encontrou nenhuma distorção.

“Eu entendo perfeitamente esse momento de ascensão do ex-governador, ele está de todos os lados tendo problemas, sofrendo denúncias. Estou muito acostumado na política a essas coisas. Embora seja seu adversário e tenha sofrido dele coisas desse tipo, que a meu ver foram inteiramente inconsequentes, eu sinceramente quero desejar que ele se saia bem disso e consiga explicar todos esses problemas que ele está sendo acusado”.

“Em nenhum momento me aproveitei dessa situação delicada que ele está vive para vir a público tentar acusar, tirar partido disso. Agora, não é possível que uma situação dessa seja trazida sem qualquer explicação dando às pessoas alguma possibilidade de que tenha havido algum tipo de irregularidade”, finalizou.

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