Política

Senadores negam articulação para desobedecer STF e manter Aécio

[Senadores negam articulação para desobedecer STF e manter Aécio]
20 de Maio de 2017 às 19:34 Por: Folhapress

Senadores ouvidos pela Folha de S.Paulo criticaram uma possível articulação para que a Mesa Diretora da Casa reverta decisão de afastar Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato.

Roberto Requião (PMDB-PR) diz não ter ouvido nenhuma articulação nesse sentido, mas acredita que é pouco provável que a Mesa descumpra uma decisão tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). "Não acredito nisso não. A situação é muito delicada. Não vejo nenhuma possibilidade de a Mesa fazer isso", disse.

Para o peemedebista, o caso é muito diferente de o que a Mesa fez em dezembro do ano passado, quando decidiu não afastar Renan Calheiros da presidência do Senado, descumprindo decisão da Justiça.

Requião diz ainda que a denúncia contra Aécio é pesada. "Ele disse que recebeu dinheiro mesmo e que era um empréstimo". O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor de um pedido de cassação de Aécio, também nega ter ouvido qualquer articulação e considera a possibilidade de descumprimento da decisão do STF "um absurdo".

"Diante dessa possibilidade [de a Mesa reverter decisão da Justiça], determinei que a minha assessoria preparasse um mandado de segurança para que seja confirmada pelo Supremo a decisão desta semana [de Fachin, de afastar Aécio]".

Cristovam Buarque (PPS-DF) diz ter conversado com sete senadores e que não ouviu de nenhum deles a possibilidade de a Mesa reverter a decisão do Supremo. "Eu não tenho a menor informação sobre isso. Eu falei nesse instante com Tasso Jereissati [PSDB-CE] e não tem nada disso. Eu acho politicamente impossível que se consiga barrar isso", disse.

O senador fez um paralelo do caso com a prisão do ex-senador Delcídio do Amaral, que foi determinada pela Justiça e confirmada pelo plenário do Senado. No fim de 2015, Delcídio foi gravado tentando impedir que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró fizesse um acordo de delação premiada.

"O que vimos da gravação do Delcídio naquela época não foi mais grave do que vimos agora do Aécio", diz.

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