Política

Filho fala sobre campanha de Bolsonaro e ironiza: não estamos na Lava Jato

[Filho fala sobre campanha de Bolsonaro e ironiza: não estamos na Lava Jato]
29 de Maio de 2017 às 17:36 Por: Vagner Souza Por: Caroline Gois e Cíntia Kelly
O filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), o também deputado federal Eduardo Bolsonaro, falou com o BNews as viagens que tem feito com o pai pelo país. Eduardo participa do evento no Centro Cultural da Câmara, que discute o prejto Escola Sem Partido, nesta sexta-feira (29).  "Eu não sou candidato a nada, sou deputado federal. E estou dando esta volta no país inteiro. Lá no Congresso nacional a gente faz leis nacionais e a nossa verba de gabinete é para isso, para você colocar ela na atividade parlamentar. Quem dera se todo deputado conhecesse tão bem cada cantinho do Brasil quanto estamos tendo a oportunidade de fazer agora. A lei eleitoral nos obriga a ser hipócritas e tem que falar que ele está falando na pré-candidatura e se ele falar que é candidato toma uma multa de R$ 5 mil. E para nós faz falta né, porque não estamos na Lava Jato. Se for da vontade do povo, ano que vem, a candidatura ou cargo, o povo decide. A gente só segue ordens", afirmou. 
 
A presença do parlamentar na capital baiana gerou protestos em frente à Casa Legislativa. Quando o deputado apareceu na sacada do Paço Municipal, juntamente com o vereador Alexandre Aleluia (DEM), foram surpreendidos com uma 'chuva' de ovos e vaias. Os políticos não foram atingidos.
 
 
O Programa Escola sem Partido é uma proposta de lei que torna obrigatória a afixação em todas as salas de aula do ensino fundamental e médio de um cartaz de deveres por parte dos professores. De acordo com o programa, esses deveres já existem, pois decorrem da Constituição Federal e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos.
 
Estes deveres são: o Professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos, para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias; o professor não favorecerá, não prejudicará e não constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.; o professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas; ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito; o professor respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções;  o professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de estudantes ou terceiros, dentro da sala de aula.
 
Publicada originalmente às 10h
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