Política

Marina ressurge nas redes sociais para defender saída de Temer

[Marina ressurge nas redes sociais para defender saída de Temer]
29 de Maio de 2017 às 15:40 Por: Juliana Nobre

A ex-ministra Marina Silva (Rede) ressurgiu nas redes sociais para defender a saída do presidente Michel Temer. A ex-presidenciável publicava textos tímidos no Twitter, fazendo mais propaganda de si. Contudo, nos últimos quinze dias iniciou uma série de publicações opinativas e direcionadas ao atual governo. Com o envolvimento do presidente em gravações de conversas com empresários da JBS, Marina aproveitou para se posicionar mais.

Desde a semana passada, a porta-voz nacional da Rede defende a cassação da chapa Dilma-Temer. Ela cobrou esclarecimento sobre as gravações que envolvem o presidente e afirmou que a cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como o "melhor caminho”.

Na tarde desta segunda-feira (29), Marina divulgou no Twitter uma nota de posicionamento da Rede apontando para reforçar que “Temer não tem mais condições de governar”.  A nota do partido já começa apontando que “Temer não tem mais condições de governar o país” e que o presidente não “legitimidade moral e política para governar o país”.

Leia a nota na íntegra:

Temer não tem mais condições de governar o país. Flagrado em tratativas criminosas com corruptores confessos, pela primeira vez na história de nosso país temos um Presidente da República alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal. Sem legitimidade moral e política, o governo tenta aprovar reformas de forma açodada. Reformar o Brasil é necessário, mas não esta reforma do Temer e seus aliados. Rever a legislação previdenciária e trabalhista, em diálogo com a sociedade, para cortar privilégios, promovendo justiça social é uma nobre missão que este governo corrupto não tem condições de cumprir.

A posição da REDE a favor da convocação de eleições diretas não é imediatista, construída em função de eventuais cálculos eleitorais. Desde 2015 apontamos a urgência do julgamento da Chapa Dilma-Temer pelo TSE, uma vez que os fatos comprovam fartamente o uso de caixa 2 e de desvio ilegal de recursos públicos na eleição de 2014. E a conjuntura que vivemos reforça também nossa certeza de que qualquer saída precisa se dar sob a égide das normas constitucionais. Nossa palavra de ordem sempre foi “Nem Dilma, nem Temer – por novas eleições”.

Temos convicção de que as regras do Código Eleitoral, que prevê eleições diretas nos casos de cassação de mandato eletivo, foram recepcionadas pela Constituição. Essa controvérsia precisa ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5525 com o sentido de urgência que o momento exige.

Só a escolha direta de um novo dirigente pela sociedade poderá estancar a crise política e sanar a instabilidade social e econômica em que estamos submersos. Um Congresso que tem uma grande parcela de seus membros acusados de corrupção e caixa 2 pensará primeiro na sua sobrevivência numa eventual eleição indireta, e não na solução dos problemas do país.

As instituições judiciárias, por sua vez, precisam continuar a exercer esse papel fundamental de aplicar a lei para todos e revelar a forma viciada com que vem sendo praticada a política tradicional. Novamente prestamos nosso apoio integral à operação Lava Jato, ao Ministério Público, Polícia Federal, Receita Federal e Judiciário, pela ação republicana de seus representantes que não se intimidaram com os poderosos investigados, julgando e punindo os malfeitos que envolvem o desvio de dinheiro público para o abastecimento de estruturas partidárias e o enriquecimento de agentes públicos.

A REDE considera a luta pelas Diretas indissociável do julgamento de cassação da Chapa Dilma/Temer, bem como o movimento para livrar o Brasil da corrupção que tem na Lava Jato um instrumento fundamental. Não apoiamos e nem damos aval a qualquer movimento que apoie a volta daqueles que também são responsáveis pela crise econômica, política, social e institucional que assola o Brasil.

O novo capítulo da história brasileira precisa ser escrito por brasileiros e brasileiras de bem que se convenceram de que precisamos de uma nova política, baseada em propostas claras e sustentáveis de transformação do país, tendo por centro o bem comum. Para isso se efetivar, precisamos acabar com as velhas práticas, substituindo o quanto antes as oligarquias de todos os matizes que comandam a nação.

Todo apoio à Lava Jato e fim da corrupção!

Julga TSE!

Fora Temer!

Diretas, Já!

Comissão Executiva Nacional
Rede Sustentabilidade

 

 

 

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