Política

Providências podem ser tomadas, diz Neto sobre decisão de tirar Guarda do desfile

Roberto Viana
Pela primeira vez as tropas da Guarda Civil Municipal não participaram do 7 de Setembro   |   Bnews - Divulgação Roberto Viana

Publicado em 07/09/2017, às 09h40   Guilherme Reis



Questionado na manhã desta quinta-feira (7) sobre o fato de a Guarda Municipal ter ficado de fora do desfile em comemoração ao 7 de Setembro pela primeira vez, o prefeito ACM Neto (DEM) afirmou que se tratou de uma "decisão operacional" do diretor da corporação. "A Guarda está trabalhando como em um dia de feriado normal. Pedi que o diretor da Guarda me levasse os argumentos em detalhes. Vou avaliar se a decisão foi adequada ou não. Se não foi, providências podem ser tomadas", declarou o gestor.

Entenda:
A Guarda Civil Municipal de Salvador não participou do Desfile do 7 de Setembro e como justificativa o esclareceu “ que a posição da autarquia está exatamente na falta de efetivo disponível para atuação no Desfile”.  Conforme a instituição, “devido as grandes demandas existentes, a GCM mantém o seu compromisso com a sociedade, garantindo as atividades de proteção de prédios e equipamentos públicos, além de serviços de importância para a população. Sendo incompatível a quantidade de agentes disponíveis para participar da passagem de tropas, visto que os mesmos trabalham em regime de escala”.

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Porém, alguns guardas contam outra versão. Conforme relatos de alguns agentes ao BNews, o “real motivo é o protesto contra  o diretor Geral Maurício Rosa Lima. Os agentes informaram que a versão oficial da Guarda é inverídica e que o ato emblemático de não desfilar faz parte de uma série de ações que a instituição fará em protesto contra a gestão atual. Conforme os agentes, as principais reivindicações são a falta de “restruturação da Guarda, interferência do diretor em ações internas que deveriam ser geridas pelo inspetor, desvio de função de alguns agentes e falta de plano de carreira”. Eles questionam ainda a gestão atual. “O atual diretor não tem competência para exercer o cargo, comete inclusive erros de operação. Ele conseguiu que toda a Guarda se rebelasse para não participar do desfile”, afirmou um dos agentes, que preferiu não se identificar. 

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