Política

Deputado do PP nega rebelião contra Negromonte

[Deputado do PP nega rebelião contra Negromonte]
06 de Outubro de 2011 às 08:04 Por: Luiz Fernando Lima
A permanência do ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP-BA), no cargo voltou à pauta nacional. Nesta quarta-feira (5), o jornalista da revista Veja, Lauro Jardim, escreveu em sua coluna Radar on-line que a bancada do PP teria se rebelado contra o ministro em um movimento para isolá-lo politicamente.

De acordo com o apurado pelo jornalista, os parlamentares da bancada pepista se reuniriam em café da manhã para tomar a decisão. Ainda segundo Jardim, os deputados estariam descontentes com a inoperância de Negromonte.

No entanto, em contato com a reportagem do Bocão News, o deputado federal Roberto Britto (PP-BA), disse que não existe este movimento. Britto revelou que todas as quartas-feiras a bancada se reúne.

“Estive no café da manhã de hoje e não vi nada disso. Acho estranho que tal coisa tenha sido dita. Enquanto fiquei no encontro posso assegurar que não houve nenhuma conversa neste sentido”.

O parlamentar, contudo, não nega que haja insatisfação. “Sempre que se reúnem dez políticos há divergências. Interesses pessoais e regionais pesam, mas não podemos confundir as coisas. A bancada nem discutiu isso”, declarou.

Britto concorda reconhece que existem deputados, como o próprio Jair Bolsonaro (PP), avessos a Negromonte. O deputado afirma ainda que a relação dele com o ministro é estritamente política, mas que sempre o apoiou. “A título de verdade presto aqui a informação de que não há rebelião dentro do PP”.

Sobre a nota de Lauro Jardim, esta não é a primeira vez que Negromonte tem o nome posto em xeque. No dia 2 de outubro, a Folha de São Paulo publicou que o ministro estava sendo colocado para escanteio pela presidente Dilma Rousseff. Isto depois da denúncia de um suposto esquema de mensalinho pago aos apoiadores.

No início de setembro Negromonte publicou uma carta aberta à sociedade se defendendo do que definiu como “ilações, que tentam me atingir de forma torpe”. “Vasculharam toda a minha vida, intimidaram meus amigos com perguntas que mais pareciam fazer parte de um interrogatório policial. Não encontraram nada. Foram atrás de meus adversários em busca de denúncias. Nada foi provado”.

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