Política

Após Rui orientar PT a não disputar AL-BA, Everaldo diz que sigla tem tido presença menor que tamanho eleitoral

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O dirigente petista elencou que pela quarta vez consecutiva o PT teve individualmente a maior votação no estado e pela quarta vez elegeu maior número de deputados  |   Bnews - Divulgação Vagner Souza/BNews

Publicado em 24/11/2018, às 11h12   Fernanda Chagas



A falta de unidade em torno de um candidato da base do governo para a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) continua rendendo polêmicas. O presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação não somente afirmou ainda não ter conhecimento de forma oficial sobre o anúncio da retirada da candidatura do deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) na disputa, como também admitiu que a sigla tem tido presença menor que o seu tamanho eleitoral. 

Em publicação no Twitter, Rosemberg afirmou que tomou a decisão a pedido do governador Rui Costa, que, para evitar racha na base, aconselhou ao PT ficar de fora da disputa. Everaldo, por sua vez, em conversa com o BNews assegurou que soube da decisão do deputado petista pela imprensa e que o partido vai se reunir ainda na segunda-feira (26), com as bancadas estadual, federal e a executiva para debater o assunto, bem como na próxima semana com o governador. 

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“O compromisso que tivemos na última reunião foi que não tivéssemos tanta pressa por uma eleição que só acontecerá em fevereiro, que o candidato fosse eleito com os votos dos partidos da base e que exercitássemos a unidade em busca de uma candidatura única, sem disputa entre nós”, pontuou o dirigente petista. 

Justificando a sua queixa, Everaldo elencou que pela quarta vez consecutiva o PT teve individualmente a maior votação no estado e pela quarta vez elegeu maior número de deputados. "E mesmo sendo campeão de votos na Bahia nunca teve olhar para si próprio e isso tem nos custado uma redução, ainda que pequena, na bancada”, disse, afirmando que a bancada passou de 14 parlamentares em 2010 para 10 em 2018. 

“Não estamos arrependidos da nossa política de aliança. Ao contrário, estamos dispostos a ter atos de generosidades, afinal o principal é manter unidade, na construção da coletividade, mas queremos deixar claro que temos tido presença menor que o nosso tamanho eleitoral’, disparou. 

Por fim, entretanto, o presidente do PT, não negou a disposição dos partidos de seguirem a orientação de Rui. “Legitimado por estratégias que tem dado certo, não apenas pelas urnas, mas pelo olhar de gestor”, concluiu. 

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