Política

Especialistas em segurança avaliam efeitos da intervenção no Rio

Fernando Frazão / Agência Brasil

Evento começou nessa quarta-feira (28) e vai até esta sexta-feira (30)

Publicado em 29/11/2018, às 22h10    Fernando Frazão / Agência Brasil    Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

A intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, decretada em 16 de fevereiro deste ano, chega a nove meses de duração, com conquistas e críticas na avaliação de especialistas. O assunto é tema de seminário no Rio, promovido pelo Ministério Público Federal, que reúne pesquisadores no tema, representantes da Justiça e ministérios públicos, assim como moradores de comunidades. O evento começou nessa quarta-feira (28) e vai até esta sexta-feira (30). 


A cientista social e coordenadora-geral do Observatório da Intervenção do Centro de Estudos de Segurança Pública e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, Sílvia Ramos, chamou a atenção para o aumento de tiroteios próximos de escolas e também de balas perdidas durante o período. Para ela, o legado, até o momento, é principalmente na redução no número de crimes ao patrimônio, como a diminuição no roubo de cargas. Porém, classificou que falta trabalho de inteligência nas operações promovidas pelas Forças Armadas, que envolvem grande número de militares, são caras e têm feito poucas apreensões de armas pesadas, como fuzis.


“Foram muitos tiros e pouca inteligência”, disse Sílvia Ramos. O interventor, general Braga Netto, foi convidado para o evento, porém no dia anterior avisou que não poderia comparecer. A intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, decretada em 16 de fevereiro deste ano, chega a nove meses de duração, com conquistas e críticas na avaliação de especialistas. O assunto é tema de seminário no Rio, promovido pelo Ministério Público Federal, que reúne pesquisadores no tema, representantes da Justiça e ministérios públicos, assim como moradores de comunidades. O evento começou nessa quarta-feira (28) e vai até amanhã (30). 


A cientista social e coordenadora-geral do Observatório da Intervenção do Centro de Estudos de Segurança Pública e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, Sílvia Ramos, chamou a atenção para o aumento de tiroteios próximos de escolas e também de balas perdidas durante o período. Para ela, o legado, até o momento, é principalmente na redução no número de crimes ao patrimônio, como a diminuição no roubo de cargas. Porém, classificou que falta trabalho de inteligência nas operações promovidas pelas Forças Armadas, que envolvem grande número de militares, são caras e têm feito poucas apreensões de armas pesadas, como fuzis.


“Foram muitos tiros e pouca inteligência”, disse Sílvia Ramos. O interventor, general Braga Netto, foi convidado para o evento, porém no dia anterior avisou que não poderia comparecer.


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