Política

A incorporação é para resistir a esses tempos difíceis, diz Davidson Magalhães sobre fusão do PCdoB com o PPL

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O objetivo da incorporação é fugir da cláusula de barreira

Publicado em 02/12/2018, às 12h04    Reprodução/Twitter    Guilherme Reis

O PCdoB e o PPL oficializaram neste domingo (02), no auditório do Sindicato dos Eletricitários, a fusão para escapar da cláusula de barreira imposta pela reforma política. Comunistas baianos, como os deputados federais Alice Portugal e Daniel Almeida, e o estadual Fabrício Falcão, marcaram presença.

“Momentos baianos da incorporação do PPL ao PCdoB. Uma exigência da cláusula de barreira que virou unidade pra valer! PCdoB - Partido Comunista do Brasil, PCdoB na Câmara, PCdoB Bahia, PCdoB de Jequié e PCdoB Salvador”, escreveu Alice no Twitter, em foto na qual aparece ao lado dos correligionários. 

Presidente do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães disse em vídeo publicado no Facebook que as siglas “estiveram juntas” em diversos momentos da história. “São duas correntes políticas revolucionárias que atuam no Brasil há muito tempo, compostas por patriotas e que em diversos momentos históricos estiveram juntas e perfiladas em defesa do país e do povo brasileiro. A incorporação é para resistir a esses tempos difíceis que vamos passar no Brasil”, declarou.

O objetivo é fugir da cláusula de barreira, que corta o repasse de recursos do fundo partidário e cessa o direito ao horário eleitoral. Dos 35 partidos brasileiros, 14 não atingiram ao menos 1,5% dos votos válidos ou nove deputados distribuídos em, no mínimo, nove estados, com pelo menos 1% dos votos válidos em cada um. 

Na Bahia, o PPL é presidido pelo deputado federal Uldurico Jr., que é adversário do governador Rui Costa (PT) e prometeu deixar a legenda caso a fusão se concretizasse. 

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