Política

Governo federal cobra participação dos estados no combate ao fogo na Amazônia

Esio Mendes/ Fotos Públicas
Governo apresentou neste sábado a operação de Garantia da Lei e da Ordem para combater as queimadas na Amazônia  |   Bnews - Divulgação Esio Mendes/ Fotos Públicas

Publicado em 24/08/2019, às 13h07   Folhapress



Em entrevista coletiva na manhã deste sábado (24) para apresentar a operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) destinada a combater as queimadas na Amazônia, os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, cobraram colaboração dos estados da região. "Importantíssima a participação dos estados. Enfrentamos até agora muita dificuldade em relação a esse suporte estadual. Não é possível desenvolver essas atividades de controle e fiscalização a contento sem o apoio estadual", disse Salles.

"Todos os entes, não só a União, enfrentam sérias restrições orçamentárias. Temos pedido aos estados, desde o começo do ano, para que nos apoiem nas ações de controle e fiscalização do Ibama e do ICMBio", afirmou, acrescentando que tais ações precisam das forças de segurança estaduais para serem realizadas. Na quarta (21), o presidente Jair Bolsonaro (PSL), em fala a jornalistas, acusou governadores da região amazônica de serem coniventes com os incêndios criminosos. Para ele, há estados da região Norte que não estão "movendo uma palha" para combater os incêndios.

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"Olha só, tem governador, não quero citar nome, que está conivente com o que está acontecendo e bota a culpa no governo federal. Tem estados aí, que não quero citar, na região Norte, que o governador não está movendo uma palha para ajudar a combater incêndio. Está gostando disso daí", declarou Bolsonaro na ocasião.

Até a manhã deste sábado, segundo o ministro da Defesa, quatro estados solicitaram a GLO: Rondônia, Roraima, Tocantins e Pará. "É importante a adesão dos governos, porque senão vamos ficar limitados às áreas federais, unidades de conservação e terras indígenas. Já é alguma coisa, mas não é suficiente. Todo mundo ajudando é melhor. A gente espera que todos os governos que acompanham a Amazônia Legal vão assinar isso aí", afirmou Azevedo.

Bolsonaro assinou na tarde de sexta-feira (24) um decreto de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) que autoriza o emprego das Forças Armadas na Amazônia. De acordo com o documento, militares poderão atuar em "áreas de fronteira, terras indígenas, unidades de conservação ambiental e em outras áreas da Amazônia Legal". Também nesta sexta, o governo informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu ajuda ao Brasil para conter as queimadas. O ministro da Defesa informou que, por ora, a parceria está apenas no nível das intenções, sem ações concretas.

A validade da GLO é de um mês, entre este sábado e 24 de setembro. As ações serão coordenadas pelo tenente-brigadeiro do ar Raul Botelho, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, que também participou da coletiva nesta manhã. Segundo Botelho, cerca de 44 mil homens das três Forças (Exército, Marinha e Aeronáutica) podem ser mobilizados a qualquer hora para atuar na região da Amazônia Legal.

O tenente-brigadeiro informou que a primeira ação efetiva de combate a incêndio será realizada a partir das 16h30 deste sábado, com uma aeronave que já está em Porto Velho (RO). Trinta bombeiros da Força Nacional estão sendo enviados para a capital de Rondônia.

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