Política

Baleia Rossi busca apoio de lideranças nacionais para evitar racha de partidos do centro

Michel Jesus - 8.abr.2019/Câmara dos Deputados

Publicado em 22/01/2021, às 11h31    Michel Jesus - 8.abr.2019/Câmara dos Deputados    Redação BNews

O candidato a presidente da Câmara dos Deputados pelo MDB, Baleia Rossi, contará com lideranças nacionais como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o ex-prefeito ACM Neto (DEM), para evitar dissidência em partidos de centro que fazem parte de seu bloco, de acordo com o Valor Econômico. 

Os aliados do deputado Baleia  apostam na atuação de lideranças nacionais para conter defecções em partidos de centro que compõe o bloco dele na eleição para presidente da Câmara. Os alvos são PSL, PSDB e DEM. A cúpula da campanha de Baleia se reuniu anteontem em Brasília e diagnosticou que a disputa entre o emedebista e o deputado Arthur Lira (PP-AL) está acirrada. A avaliação é que nenhum dos dois teria votos para vencer em primeiro turno se a eleição fosse hoje.

Preocupação recorrente nas últimas semanas, a dissidência entre legendas da esquerda, especialmente no PSB, no PT e no PDT, já teria deixado de ser uma dor de cabeça. Isso porque a avaliação é que o nome de Lira está cada vez mais associado ao presidente Jair Bolsonaro, o que, para eles, deve conter a onda de votos da oposição no líder do PP.

Além da atuação do emedebista, foram escalados para operar entre os tucanos, o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, o governador de São Paulo, João Doria, FHC, e o deputado Aécio Neves (MG). No DEM, a expectativa é que ACM Neto, que até então concentrava atenções para emplacar Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na presidência do Senado, passe a ter uma postura um pouco mais atuante. Mas interlocutores de Neto dizem que a atuação dele deve continuar tímida para evitar que qualquer movimento por Baleia respingue no desempenho de Pacheco.

Em outra frente, conforme o Valor, o líder do MDB contará com a atuação de Paulinho da Força (SD-SP) para diminuir o apoio a Lira entre deputados do Solidariedade. A Executiva Nacional da sigla decidiu embarcar no bloco do emedebista, mas muitas defecções estão no radar.

O emedebista se concentrará em garantir o aumento do apoio entre parlamentares do PSDB e do DEM, dois partidos que vem preocupando a cúpula da campanha, por somarem juntos mais de 25 defecções.

Ontem, ele já colocou a estratégia em jogo e se reuniu com os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM).

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