Política

Capitão Tadeu critica Alden: "Acusar sem provas é infantilidade"

[Capitão Tadeu critica Alden: "Acusar sem provas é infantilidade"]
03 de Maio de 2021 às 15:39 Por: Divulgação Por: Henrique Brinco

O ex-deputado estadual Capitão Tadeu criticou as declarações do deputado estadual Capitão Alden (PSL), que em uma live, sem apresentar provas, acusou parlamentares de receberem R$ 1,6 milhão da prefeitura. Diante do caso, a bancada de Oposição da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) protocolou a representação por quebra de decoro parlamentar e o apoiador do presidente Jair Bolsonaro na Bahia pode ser cassado.

"Eu acho que tem que ter uma investigação e vou torcer para que seja uma investigação séria e transparente. Se ele tiver as provas, que os corruptos sejam punidos. [Se ele não tiver provas] Aí caberia os deputados ofendidos decidirem se perdoam ou não", declarou Tadeu, ao BNews. "[Caso ele não prove] Eu chamaria ele para conversar, daria um puxão de orelha forte nele e falaria para ele crescer e deixar. É criancice ficar acusando sem provas. É um ato corajoso acusar com provas, mas acusar sem provas é infantilidade", completou.

Questionado se defende ou não a cassação de Alden, Tadeu é cético e afirma que "os ofendidos terão que decidir". "Alden de certa forma representa [a PM], mas não representa a totalidade. Ele tem votos lá dentro. E por ser capitão da Polícia Militar, consequentemente ele é um representante", avalia. "Os policiais não concordaram por ele acusar sem provas, mas não querem a cassação".

O caso foi protocolado na Presidência da AL-BA, que deve repassar o processo ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Na live, Alden disse a seguinte frase: "Eu fui eleito não foi para ficar em casa, com medinho, sem denunciar nada. Se eu ficasse na minha, sem falar nada, eu estava feito na vida, recebendo R$ 1,6 milhão da prefeitura, porque os deputados de oposição todos ganham R$ 1,6 milhão da prefeitura. Eu não tenho nada, não tenho cargo na prefeitura, não tenho cargo no governo do Estado". Horas depois, o parlamentar emitiu uma nota de retratação, mas os parlamentares querem dar prosseguimento ao processo. 

No documento, a bancada argumenta que, pelos fatos apresentados, o Código de Ética da ALBA prevê como penalidades a suspensão temporária ou a perda do mandato. Junto com a representação foi entregue uma mídia com o vídeo em que o deputado faz as declarações contra os integrantes do bloco oposicionista. No documento, os parlamentares do bloco ainda dizem que as declarações podem ser caracterizadas como calúnia e difamação conforme tipificado no Código Penal Brasileiro.

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