Política

Adolfo Viana não vê relação do DEM com o PDT como uma ameaça à chapa de 2022

Dinaldo Silva/ Bnews

O também deputado federal se encontrou Eduardo Leite (PSDB-RS), potencial pré-candidato ao Palácio do Planalto, em 2022.

Publicado em 17/07/2021, às 12h11    Dinaldo Silva/ Bnews    Pedro Vilas Boas e Nilson Marinho

A chegada do PDT para a aliança da chapa do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que busca em 2022 chegar ao cargo de governador da Bahia, não é visto como uma ameaça pelo presidente do PSDB no estado, Adolfo Viana, já que sua sigla também almeja fechar com o Democratas.

“Eu não vejo dessa forma [como uma ameaça], acho que o PSDB e o DEM tem uma relação histórica, principalmente aqui na Bahia. Essa relação é quase de irmandade, eu tenho certeza que se o PDT vier será bem vindo para esse projeto”, comentou.

Na Bahia, o PSDB pretende indicar o prefeito de Mata de São João, João Gualberto, para compor a chapa com Neto. O gestor já disse em entrevista que quando o ex-prefeito da capital baiana foi candidato em 2012 só teve o apoio da sua legenda.

Viana e outros políticos estiveram na manhã deste sábado (17) reunidos na sede da Abase, em Salvador, para um encontro com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB-RS), potencial pré-candidato ao Palácio do Planalto, em 2022.

"A militância veio dos quatro cantos do estado, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e filiados estão saindo daqui entusiasmados [...] Acho que o governador Eduardo Leite deu um grande recado para militância [...] Ele vai acabar saindo com a maioria dos votos do partido para as prévias", comentou.

Fundo eleitoral

Adolfo está entre os deputados federais baianos que votaram na quinta-feira (15) a favor do Projeto da Lei Orçamentária de 2022 (LDO) que inclui um fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões – quase o triplo do praticado nas eleições municipais de 2020.

“Nós votamos a favor da LDO, a LOA [Lei Orçamentária Anual] ainda será votada e lá, sim, esse assunto se consolidará. Essa LDO é a diretriz do orçamento, então a gente tem que entender que aquela votação é ampla para todo o direcionamento do orçamento”, disse se esquivando de responder sobre as críticas que sofreram os deputados que votaram “sim”.

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