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Geddel: assessor de Henrique Alves é "batedor de carteira"

Imagem Geddel: assessor de Henrique Alves é "batedor de carteira"

Bruzzi estaria envolvido em um esquema de troca de favores construtora Gautama

Publicado em 28/01/2013, às 07h07        Adelia Felix (Twitter: @adelia_felix)


A denúncia feita pela revista Época, publicada neste final de semana, revela detalhes da Operação Navalha, deflagrada pela Polícia Federal em 2007, que revelou ao país a existência de um esquema comandado pelo empreiteiro Zuleido Veras, da construtora Gautama, que pagava propina a políticos e burocratas em troca de contratos com ministérios de Brasília e governos estaduais.

De acordo com a publicação, o especialista em emendas ao Orçamento da União, Francisco Bruzzi - assessor de Henrique Alves (PMDB) e candidato à presidência da Câmara Federal-, veio a tona porque a Gautama tinha relações com assessores dos deputados, e entre eles Bruzzi, citado como “braço direito” de Henrique Alves e  como “operador fundamental no esquema de Zuleido”. Ainda segundo a publicação, Zuleido teria recorrido a Bruzzi para liberar verbas federais de uma obra em Alagoas.

A denúncia deixou o cacique do PMDB baiano indignadaaque cometeu diversos disparos no Twitter que indicou o afastamento de Bruzzi. "Uma denuncia como essa da Época, exige o imediato afastamento desse tal de Bruzzi Essa figura macula o PMDB, e ele é das trevas mesmo. Esse Bruzzi,sempre foi uma figura bodosa, das trevas, Henrique Alves tem que afasta-lo hoje, agora e mandar investigar esse cara", disse o ex-ministro.

De acordo com a reportagem, quando Geddel estava à frente do Ministério da Integração Nacional, o governo alagoano estava com pendências com a pasta. "Zuleido encontra-se com Bruzzi, que lhe dá as boas-novas: conseguiu liberar a restrição que constava no Ministério da Integração. O dinheiro do governo federal, oxigênio financeiro da turma, poderia voltar a cair nas contas da empreiteira de Zuleido", diz trecho da matéria.

Questionado por uma seguidora se ele estaria envolvido Geddel disse que não há hipótese de "me meterem em rolo", ele ainda acrescentou que "lugar de batedor de carteira de dinheiro público é cadeia".

Publicada no dia 27 de janeiro de 2013, às 08h00

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