Política

Elmar assume liderança com objetivo de unificar o bloco para 2014

Imagem Elmar assume liderança com objetivo de unificar o bloco para 2014

Divisão de cargos será oficializada nesta quinta-feira

Publicado em 01/02/2013, às 05h16        Luiz Fernando Lima (twitter: @limaluizf)

As diversas investidas do governo Jaques Wagner (PT) para atrair novos partidos para a base de sustentação não exercerão influência na composição da bancada de oposição na Assembleia Legislativa. Isto é o que garante o novo líder do grupo, Elmar Nascimento (PR). Respeitando o tradicional rodízio, o republicano conseguiu construir a unanimidade para suceder Paulo Azi (DEM) na coordenação do bloco.

A decisão foi tomada na última quarta-feira (30). Os 18 parlamentares que compõem a bancada minoritária no Palácio Luís Eduardo Magalhães devem concentrar os trabalhos na consolidação de um projeto comum para pavimentar o caminho até a retomada do comando do Poder Executivo estadual em 2014. “Na Assembleia não haverá mudança, os deputados não sairão do bloco. A gente vai continuar cobrando e demonstrando a fragilidade deste governo, mas não adotaremos a bandeira do ‘quanto pior, melhor’. O fato é que não acreditamos neste governo”.

A leitura do novo líder de bancada é de que o processo político é cíclico. “O governo Wagner está fadigado. Assim, como estávamos quando eles venceram, mas nós tínhamos uma situação muito melhor. O ex-governador Paulo Souto (DEM) tinha a aprovação. Este governo não é aprovado. Eles prometem e não cumprem. A exemplo do programa Água para Todos. Dizem que levou água para cinco milhões de baianos, depois para mais três milhões. Passamos por este período de seca terrível e o que se viu é um total despreparo para combater os efeitos. Basta ir a Xique-Xique. Tem gente carregando água com balde na cabeça, passando sede morando ao lado de rio ”.

Com três vagas nos cargos da Assembleia, os nomes dos indicados devem ser oficializados no final da tarde desta quinta. A 2ª vice-presidência, que deve ficar com Sandro Régis (PR); 1ª secretaria com Paulo Azi (DEM); e a Procuradoria da Casa, que deve ser ocupada por Bruno Reis (PRP). “Os nomes dos três já foram aprovados. Sobre os lugares apenas no final da tarde teremos uma definição, mas está encaminhado”, afirma Nascimento.

PMDB, PTN, PSC e PSDB devem indicar deputados para preencher as cadeiras de direito da bancada nas Comissões Temáticas. A titularidade e presidência das mesmas também devem ser distribuídas a partir do mesmo critério. Atualmente, a bancada preside três de dez comissões permanentes e quatro das temporárias. Estes são espaços que devem ser mantidos.

Na sexta-feira (1º), às 10h30, acontece a eleição da mesa diretora.

Em processo de saída do partido, – que aderiu ao governo federal e estadual – Nascimento reconhece que tem até setembro para tomar uma decisão. Na oportunidade, faltará um ano para a próxima eleição. Este é o prazo determinado pela Lei para se ter o registro no partido em que vai disputar o pleito. O deputado, no entanto, não antecipou qual caminho vai seguir. As especulações dão conta de que quatro partidos podem abrigá-lo: PMDB, DEM, PSDB e PV.

31 de janeiro de 2013, às 12h02


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